O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 03/06/2020
A obra “O Cortiço”, de Aluízio de Azevedo, retrata a gritante divergência entre sociedade urbana elitista, no fim do século XIX, e a população de classe baixa que, por sua vez, morava em cortiços devido à ausência de dinheiro. No entanto, a ficção ainda se adequa à realidade brasileira, visto que a desigualdade social se faz notória. Nesse viés, debater a negligência do Estado acerca do empreendedorismo social e a concorrência acirrada entre as grandes e as microempresas, faz-se fundamental.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, de acordo com a Constituição Federal, todos os cidadãos tem direito a vida digna, livre e igualitária. Contudo, nem toda população consegue desfrutar do direito de ter uma vida igualitária. Sendo assim, as pessoas desempregadas que optam pelo empreendedorismo como forma de sustento, deparam-se com a desatenção do Estado quanto ao apoio dos projetos dos empreendedores. Desse modo, a “Cidadania de Papel”, de Dimenstein, onde a Constituição garante os direitos apenas no papel, torna-se presente.
Em segundo lugar, a concorrência existente entre as grandes empresas para com a pessoas que conseguem elevar seus projetos empreendedores à microempresas corrobora para a pobreza no Brasil. Por analogia, com a Segunda Revolução Industrial, no século XVIII, a disputa pela dominação do capitalismo aumentou, acarretando, assim, conflitos pela centralização de uma só empresa. Posto isso, as microempresas, por não terem forças de mercado suficientes contra as grandes empresas, acabam por falir, gerando mais pobreza e desigualdade.
Portando, pautar sobre o empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil é de suma importância. Dessa maneira, o Ministério do Desenvolvimento Social, junto ao Governo, como órgãos superiores responsáveis, devem criar campanhas de suporte financeiro aos empreendedores sociais, por meio de parcerias entre empresas privadas, visando à colaboração de ambos e reduzindo as concorrências, a fim de garantir o sustento daqueles que se dedicam a serem empreendedores.