O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 06/06/2020

No Brasil, desde o período colonial, existe um a segregação social que marginaliza alguns grupos, levando-os a quadros de extrema pobreza, o que faz emergir discussões sobre o empreendedorismo social e o combate à pobreza, no Brasil. Nesse sentido, o engajamento social de grandes empresas é fundamental para a superação das condições de miséria, que é resultado das divergências econômicas entre as regiões brasileiras.

É necessário a princípio, compreender a importância do empreendedorismo social. De acordo com sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o Brasil é um país segregacionista, portanto, a desigualdade e a miséria são evidentes. Nessa perspectiva, o engajamento filantrópico é uma importante ferramenta no combate à pobreza, já que, em algumas campanhas dessas empresas, parte do lucro pode ser direcionado para causas sociais, como a distribuição de cestas básicas nas favelas. Desse modo, é essencial o incentivo ao empreendedorismo social para a  superação da pobreza no Brasil.

Em segunda análise, cabe retratar como as divergências econômicas entre as regiões brasileiras se relacionam com a situação de miséria de alguns grupos. No processo de formação do Brasil, alguma áreas receberam mais investimento do que outras, resultando em diferenças sociais e econômicas entres os espaços brasileiros. Essa realidade, é retratada no livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, em que uma família que vive em condições de extrema pobreza foge do sertão nordestino em busca de uma região mais desenvolvida para escaparem da fome e da carência material. Dessa forma, a busca de equidade entre as áreas brasileiras é fundamental no combate a miséria.

Em virtude dos fatos mencionados, verifica-se a importância do empreendedorismo social e do combate à pobreza no Brasil. À vista disso, o Governo deve incentivar o engajamento social das empresas, por meio de benefícios ofertados às firmas que a aderirem a essas causas, como em oferecer descontos em alguns impostos, a fim de incentivar o empreendedorismo social e combater à pobreza. Além disso , o Governo deve buscar maior igualdade econômica entre as áreas brasileiras, por intermédio das Superintendências regionais, com o fito de corrigir as deficiências existentes nas regiões brasileiras e quebrar a “corrente” de marginalização e miséria que sempre esteve presente na história do Brasil.