O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 08/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita que se padroniza pela ausência de problemas. Essa situação não acontece no Brasil, uma vez que empreendedores sofrem uma série de entraves econômicos, políticos e sociais, demolidores da ascensão de seus projetos no país e que incentiva o declínio do combate à pobreza. Para isso, tanto uma escola com ensinamentos anacrônicos como a burocratização estatal corroboram esse cenário estarrecedor. Primeiramente, o âmbito educacional tem atitudes diluidoras do incentivo ao empreendedorismo. Trata-se de um ensino deficitário vigente meramente do certificado de conclusão, o qual não ensina, na grade curricular, a gestão financeira e muito menos a saída da mediocridade, algo já estudado por Immanuel Kant, filósofo, o qual falava sobre os cidadãos viverem na heteronomia, isto é, viver alheio a vontade de outrem. Dessa forma, esses rapazes ao se depararem com dificuldades políticas e econômicas, no setor empresarial, eles se endividam, frustram-se e desistem de abrir seu negócio. Logo, uma escola não preparar seus alunos a condições adversas da vida, é um desestímulo ao empreendedorismo, uma falha no combate à pobreza no Brasil e um exemplo dos ditos de Kant. Ademais, a burocracia estatal impulsiona este caos. Isso porque ao tentar montar uma empresa no Brasil o cidadão passa por um longo período de legalização, sofre com juros abusivos ao pedir empréstimos e, ainda, após validar seu estabelecimento tem que pagar impostos sem nem ter dinheiro, como o Imposto Sobre Serviços (ISS). Assim, devido a tantos embargos indivíduos optam por abrir um comércio clandestino, por vezes, são flagrados, recebem processos e multas, que os desestimula em querer a reabertura de sua loja. Segundo o contratualista Jean-Jacques Rousseau, é dever do Governo Central garantir os direitos básicos do cidadão. Entretanto, o que se vê no país é um rompimento do contrato social, uma atrocidade com pessoas que pagam seus tributos governamentais e quando pedem empréstimos são exploradas, o que afeta a ascensão de empresas no combate à pobreza.
Destarte, é mister que o Governo Federal e o Ministério da Economia realizem ações de estímulo ao empreendedorismo, com incrementação de atividades voltadas à educação financeira nas escolas e ensinar os alunos que procedimentos realizar ao sentir dificuldades empresarias no futuro, por meio de psicólogos para trabalhar as frustrações de derrotas na vida. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de bancos e da seara midiática a fim de emprestar dinheiro com juros mais baixos a pequenos empresários, com propagandas, em televisões e rádios, para alertar os indivíduos desse benefício, criação de aplicativos para agilizar processos fiscalizatórios e diminuição de impostos nos dois primeiros anos da empresa. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade mais aspirante da “Utopia” de More.