O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 24/06/2020

A série brasileira “Coisa mais linda” retrata a coragem de Maria Julia ao abrir seu próprio negócio e ser julgada por receber nele todos os tipos de pessoas, atitudes incomuns para mulheres na época. Nesse sentido, hoje, o empreendedorismo social ainda possui desafios, mesmo que seus objetivos sejam extremamente benéficos à sociedade. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a identificar as possibilidades de mudanças sociais e econômicas acerca das minorias, bem como a banalização dessas atividades através de grandes empresas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a dificuldade existente nas minorias, ou seja, grupos em desvantagem social, em empreender, ainda mais aqueles que sofrem com problemas financeiros. Logo, juntar essa ideia à mudanças do cenário atual em que vivem, bem como o das futuras gerações para que não sofram exclusão social também, é uma grande saída para o problema. Entretanto, os caminhos para alcançar esse objetivo não são fáceis, uma vez que, há dificuldade para conseguir empréstimos de dinheiro, falta de reconhecimento governamental e demanda de tempo para receber retorno e mudança social. Vale lembrar que empreendimentos sociais de sucesso, elas influenciam outros indivíduos, logo, há movimento econômico e diminuição da pobreza nesses determinados locais.

Em segundo lugar, segundo a frase de Maquiavel “Dê poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”, é possível observar a ganância de muitas empresas, que aproveitam do título “social”, visando crescer e obter reconhecimento dos clientes acerca dessa boas atitudes. Porém, na maioria das vezes não passa de uma farsa e faz com que os verdadeiros empreendimentos não sejam valorizados e divulgados. Assim, as pessoas ficam duvidosas ao ver que há realmente possibilidade de empreender e combater problemas sociais. A exemplo da Feira Negra, considerada a maior da América Latina, que tem como objetivo oferecer visibilidade a comunidade negra brasileira e vender produtos ou serviços deles.

Diante dos fatos supracitados, conclui-se a necessidade de inserção de mais empreendimentos sociais para obter mudanças .Logo, urge que o governo incentive as pessoas interessadas, por meio investimentos. Assim, deve-se criar editais para que se candidatem e escrevam os projetos e os objetivos sociais, com intuito de possibilitar que mais indivíduos empreendam e ganhem visibilidade acerca de sua luta. Além disso, a sociedade deve atentar-se às empresas que não possuem cunho social, através de pesquisas sobre as ações que elas prometem nas propagandas, bem como a divulgação dessas farsas na internet e redes sociais, quando descobertas. Para que mais pessoas sejam alertadas e os verdadeiros empreendedores exaltados na sociedade brasileira.