O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 01/07/2020
Para Karl Marx, a história da humanidade é baseada na luta de classes, antes, na disputa entre o servo e o senhor, hodiernamente, no conflito entre a burguesia e o proletário. De fato, no contexto contemporâneo, percebe-se uma discrepância entre as classes sociais, divididas entre ricos e pobres. Nesse sentido, o empreendedorismo social é uma ferramenta relevante para reduzir essa desigualdade social e, por conseguinte, diminuir a pobreza, a qual persiste influenciada pelo individualismo da sociedade, bem como pela concentração de renda.
A princípio, conforme Thomas Hobbes, o ser humano possui o seu estado de natureza dotado de individualismo e, por isso, cria-se uma “guerra de todos contra todos”. Entretanto, o empreendedorismo social é um caminho que vai de encontro com essa regra, tendo em vista que busca ações filantrópicas de subsídios aos excluídos. Não obstante, percebe-se que o individualismo ainda é uma barreira para a ampliação desse projeto social, na medida em que ele deixa em plano secundário a empatia, um sentimento importante para a redução das desigualdades, porquanto tem o potencial de promover melhores relações entre as classes sociais. Desse modo, conclui-se que o combate ao individualismo é uma das tarefas essenciais para se reduzir a pobreza.
Outrossim, o artigo 3° da Constituição afirma que a erradicação da pobreza e da marginalização precisa ser o objetivo da União. Nesse contexto, visualiza-se que esse conceito se encontra deturpado, visto que a concentração de renda ainda é uma realidade no panorama brasileiro. Nessa conjuntura, é nítida a ostentação de poucos e a miséria de muitos, logo, nota-se a má distribuição do dinheiro. Sabendo disso, é imprescindível o investimento no empreendedorismo social, o qual deve ser ampliado no país com o intuito de cumprir à constituição e, por consequência, reduzir a pobreza. Dessa maneira, é notório o papel do Estado em buscar eliminar a marginalização configurada na diferença de renda, mediante a política de inclusão citada - empreendedorismo social.
Destarte, cabe a Indústria Cinematográfica o papel de transformar o individualismo presente na sociedade em empatia, mediante a ficção engajada, com o lançamento de filmes e séries que promovam a discussão crítica sobre a pobreza e, inclusive, uma conscientização sobre a necessidade de se realizar práticas sociais, como o empreendedorismo social, com o fito de reduzir a pobreza. Além disso, o Estado precisa incentivar o empreendedorismo social por intermédio de abonos fiscais às empresas que realizarem investimentos em políticas de inclusão econômica, tais como a concessão de empréstimos aos pequenos comerciantes e a capacitação de pessoas excluídas, com o intuito de evitar a concentração de renda. Com isso, impedir o conflito entre as classes sociais como escrito por Marx. KaMarx.