O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 03/07/2020

A empresa brasileira “Magazine Luiza” lançou, em 2020, uma plataforma digital que auxilia pequenas empresas e trabalhadores autônomos a manter seus respectivos negócios durante a crise gerada pela pandemia do vírus Covid-19. Esse tipo de empreendimento é apresentado de várias formas na sociedade e contribui para a resolução de problemas sociais comuns como, por exemplo, a exclusão de minorias do mercado de trabalho e o subemprego. Isso posto, deve-se elaborar medidas para incentivar a promoção de mais ações sociais como as de Magazine Luiza pelo Brasil.

Em primeira análise, vale ressaltar o papel importante das empresas que capacitam as pessoas a gerir o seu próprio negócio. Essas iniciativas possibilitam a inclusão de cidadãos de todo tipo de renda no mercado de trabalho e promovem a geração de capital no país, favorecendo a economia. A exemplo disso, o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) oferecem, de forma gratuita, cursos como os de Microempreendedorismo Individual e Aprendizagem em Administração, áreas extremamente importantes no cenário empregatício. Tal incentivo promove favorável impacto social e contribui para a melhoria nas condições de vida de muitas pessoas.

Em segunda análise, cabe enfatizar a importância de uma conscientização a respeito da situação de subemprego existente no Brasil. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao final do ano de 2019 o Brasil atingiu o marco de quase 40 milhões de pessoas em condição de subemprego, o que representa aproximadamente 40% da população em um cenário de instabilidade empregatícia, fator capaz de gerar grande pobreza e escassez. Tal panorama, visto seu grande efeito negativo e preocupante sobre a sociedade brasileira, necessita de urgentes intervenções.

Diante do exposto, a fim de incentivar o empreendedorismo social e combater a pobreza no Brasil, o Ministério do Trabalho, em parceria com a iniciativa privada, deve garantir que os cidadãos se profissionalizem e aperfeiçoem suas técnicas para entrada no mercado de trabalho formal, por meio da maior oferta de vagas nas instituições competentes e através de incentivos fiscais. Essas vagas devem ser direcionadas prioritariamente para as pessoas de baixa renda e em situação vulneráveis, como menores infratores, mães solo com poucas condições, entre outros. Dessa forma, será possível a existência de uma sociedade mais qualificada, menos desigual e mais preparada para garantir seu espaço no mundo.