O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 03/09/2020
O artigo 3º da Constituição Federal de 1988, têm como um de seus objetivos a erradicação da pobreza no país. De modo análogo, há empresas que atuam no mercado de trabalho com o intuito de não apenas lucrar por seus serviços, mas, também, transformar realidades sociais precárias no Brasil. Nesse sentido, o empreendedorismo social têm se voltado cada vez mais a resoluções de questões ligadas à miséria e pobreza no país. Nesse viés, há fatores que não podem ser negligenciados, tais como a valorosa contribuição do empreendedorismo social para populações carentes e as deficiências enfrentadas no sistema educacional empreendedor nas escolas.
Em primeiro plano, é válido analisar a importância do empreendedorismo social na amenização da vulnerabilidade social no Brasil. Infere-se, assim, que, o Estado não atende às necessidades básicas de emprego, moradia, sistema de saúde de uma fração da sociedade, como exemplo, as populações periféricas do país, favelas e moradores em situação de rua. Nesse viés, segundo o escritor Darcy Ribeiro, o Brasil tem como herança uma classe dominante enferma de desigualdade e descaso. Dessa forma, o Estado é ausente em uma parte significativa da população e a função do empreendedorismo social é de ajudar pessoas onde o estado não é ativo, trazendo renda, apoio educacional e comida, o que ajuda a minimizar a vulnerabilidade socioeconômica do país e, consequentemente, a pobreza.
Outrossim, importa discutir a falta de estímulo do sistema educacional quanto ao ensino de empreendedorismo. Nesse raciocínio, é pertinente citar o sociólogo Gilberto Freyre, o qual afirmou “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”. Com base nisso, interpreta-se, que o sistema educacional brasileiro se resume ao ensino de matérias básicas e isso leva a desestimular as pessoas a serem empreendedoras, por não ter um conhecimento teórico sobre empreender para ser aplicado na prática. Isso ocasiona a diminuição do empreendedorismo social. Sendo assim, para o saber não se tornar fútil, é preciso a ampliação da educação para haver transformações sociais.
Diante do exposto, é nítido a importância do empreendedorismo social no avanço do país. Para isso, o Governo Federal deve ofertar o apoio financeiro em projetos que incentivem o empreendedorismo social, a fim de estimular as empresas, isso aumentará o engajamento das empresas com a sociedade, desenvolvendo as camadas vulneráveis da população brasileira. Ademais, o Ministério da Educação deve criar um plano educacional que estimule o aluno para o mercado de trabalho, e incentive a construção de saberes acerca das formas de empreender, no intuito de transformar vidas através do empreendedorismo. Sendo assim, poder-se-á ser incentivado ainda mais o empreendedorismo social voltado ao combate à pobreza.