O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 30/07/2020
De acordo com a ONU, a erradicação da pobreza é um dos principais objetivos do século XXI. Uma das prática para atingir essa meta é o empreendedorismo social, que tem influenciado significamente na diminuição do número de pobres no Brasil. Essas empresas comunitárias geram rendas razoáveis para famílias em condições financeiras precárias, entretanto é necessário uma gestão competente para que o negócio dê certo.
O empreendedorismo social, tem criado diversos postos de trabalho com a intenção de oferecer renda digna aos trabalhadores, em prejuízo ao lucro. Segundo a ASTA, uma empresa social brasileira formado por artesãs, todo rendimento gerado nas vendas é reinvestido no próprio empreendimento, o que impactou positivamente na vida financeira de 4124 mulheres artesãs em 2019. Logo, as empresas sociais, que abrem mão de todo lucro ou parte dele, são importantíssimas no combate a pobreza.
Além disso, para que o empreendimento dê certo e mais pessoas sejam beneficiadas, é importante um gerenciamento de qualidade. As empresas sociais, apesar de não visarem exclusivamente o lucro, estão sujeitas a concorrência do mercado capitalista, o qual, segundo o economista Adam Smith, é regido pela “lei da oferta e da procura”. Assim, é possível entender que a luta contra a pobreza, a partir de empreendimentos sociais exige gestores qualificados, habilidosos em manter o empreendimento ativo no mercado.
Nesse sentido, o empreendimento social bem gerido é uma ferramenta viável no combate a pobreza. Para que este tipo de negócio continue prosperando, é necessário que o governo brasileiro dê incentivos fiscais e ofereça qualificação gerencial ao público que compõem a empresa. Além disso, faz se necessário investimento das grandes empresas em linhas produtivas, que sejam voltadas exclusivamente para o desenvolvimento social do povo marginalizado, elevando sua renda. Somente com a união de tais orgãos e a sociedade, poderemos erradicar a pobreza no Brasil.