O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/07/2020
É fato que a pobreza é um dos maiores desafios do Brasil. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 168 milhões de brasileiros vivem em nível de pobreza. Em vista disso, o empreendedorismo social é uma das áreas que mais cresce, segundo o Sebrae (Serviço de Apoio às micro e pequenas empresas), e já possui cerca de 800 empresas no ramo. Entretanto, o empreendedor social encontra inúmeros desafios que abrangem desde a abertura da instituição até o seu desenvolvimento. Dessa forma, a burocracia brasileira, juntamente com problemas de gerenciamento, corrobora para a dificuldade da realização dos projetos.
Em primeiro plano, destaca-se o conceito de empreendedorismo social, cuja finalidade consiste em criar uma organização responsável por trazer um impacto social, independente do âmbito, juntamente com um lucro. Tais projetos são impulsionados por cenários problemáticos e de crise, a exemplo da pobreza vivida no país. Todavia, a burocracia no Brasil é muito rígida para abrir uma corporação, como se pode ver pela necessidade de licenças, alvará, pagamento de impostos, entre outros. Desse modo, a criação e a ascensão de empresas torna-se um caminho árduo, e, ao mesmo tempo, economicamente difícil.
Outrossim, em análises do Sebrae, 25% das empresas faliram no ano de 2019 em razão do mau gerenciamento e da falta de planejamento. Nesse sentido, a Thomazin Assessoria destaca que uma das principais dificuldades em se tornar um empreendedor social consiste em haver um equilíbrio de lucro e impacto social. Tal acordo é realizado entre os sócios, em que ideias divergentes surgem ao longo do tempo. Sendo assim, a companhia, que nasceu com o objetivo de ajudar os indivíduos, foi levada à falência por falta de planejamento e discussão sobre termos técnicos.
A fim de resolver essa problemática, é mister que o Estado, juntamente com o Ministério da Economia, por meio de verbas destinadas à área, crie projetos e leis que facilitem o empreendedorismo social no país. Tais leis devem visar a diminuição dos impostos com o intuito de que mais indivíduos possam iniciar seu projeto direcionado aos problemas do país. Ademais, é indispensável que organizações, como o Sebrae, ofereçam cursos gratuitos sobre gerenciamento e planejamento de empresas. Destarte, formar-se-á um país com melhores oportunidades, tanto para empresários quanto para a comunidade.