O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/07/2020
A palavra empreender ganhou força nos últimos anos: empreendedorismo é a capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos inovadores em forma de negócios. Nesse contexto, o empreendedorismo social surge como o desenvolvimento de soluções criativas para resolver problemas ou dificuldades sociais. Atualmente, no Brasil, diversas iniciativas nesse âmbito são elaboradas com o intuito de combater a pobreza e promover melhores qualidades de vida para as populações mais afetadas. Portanto, observando a importante relevância social dessa atitude, é necessário que a sociedade como um todo esteja mais engajada nesse tipo de iniciativa e que o Estado ofereça mais suporte aos pequenos e médios empreendedores que dispõem-se a mudar a realidade de outras pessoas por meio de acometimentos de caráter societário.
Em primeiro plano, pode-se retomar à década de 1980, quando o empresário norte-americano Bill Drayton fundou a empresa “Ashoka”, e mudou (ou iniciou) o cenário do empreendedorismo social em todo o mundo. De lá para cá, milhares de propostas interligadas à essa área surgiram, podendo-se destacar a ação da companhia brasileira Ambev, que criou um produto cujos lucros seriam destinados aos indivíduos carentes do interior do país. Entretanto, apesar dos projetos sociais em curso, nota-se que essa prática está mais atrelada à grandes empresas que possuem capital para tal tipo de ação. Logo, enxerga-se a necessidade de uma sociedade mais engajada, que promova por si só campanhas de doações que visem alcançar um grande grupo, baseados no propósito da solidariedade.
Outrossim, entende-se a dificuldade enfrentada por micro e pequenos empresários na realização de projetos que geram um grande impacto social no combate à pobreza, uma vez que compreende-se os obstáculos enfrentados pelos mesmos, como a complexidade na busca por crédito. Isso se deve a imensa burocracia imposta por entidades estatais, especialmente bancos e a própria esfera política. Assim, observa-se uma das ineficiências do Estado brasileiro na falta de assistência àqueles empreendedores aptos a atingir o objetivo de reagir aos problemas sociais aqui subjacentes.
Por conseguinte, medidas precisam ser tomadas para enfrentar o óbice retratado. À vista disso, urge ao Ministério da Economia a empreitada de ações desburocratizantes no sistema de crédito nacional, por meio da criação de propostas pelo atual ministro Paulo Guedes e seus secretários, a fim de facilitar a realização de investimentos, por empresários, de cunho social. Do mesmo modo, cabe à mídia e à indústria a veiculação de campanhas, nas redes sociais, que visem promover atitudes solidárias de cada indivíduo ou até mesmo de organizações não governamentais, para ajudar no combate à pobreza no país. Deste modo, poder-se-á chegar em um mundo de mais justiça e igualdade.