O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/07/2020
Na obra “Utopia”, escrita por Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. Porém, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o empreendedorismo e o combate a pobreza no Brasil apresente barreiras, que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do Estado na ausência de investimentos em empreendedorismo social, quanto do desemprego, que são fatores que intensificam a pobreza.
Primeiramente, o empreendedorismo social faz-se necessário para promover cidadania, educação, inclusão e a redução das desigualdades sociais, pois, o Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui uma realidade de 15,2 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da extrema pobreza no país. Assim, o Estado deveria investir mais em projetos de empreendedorismo social, visto que além de contribuir para a manutenção dos avanços sociais ainda proporcionam um aumento na economia, contudo, o Estado negligência a aplicação de verbas para pesquisa nacional sendo um paradoxo frente a afirmação do autor brasileiro Gilberto Freyre “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”, uma vez que a realização dos projetos nacionais e suas aplicações podem trazer soluções inovadoras para resolver os problemas sociais do país.
Ademais, o desemprego corrobora para a intensificação da pobreza no país. Isso pode ser verificado pelo levantamento de dados realizado pelo IBGE 13 milhões de brasileiros. Desse modo, o falta de emprego é diretamente proporcional a pobreza, pois sem renda, em um país que ocupa o décimo lugar no ranking mundial de desigualdade segundo o Instituto de Desenvolvimento Humano, fica difícil de viver, por isso a prática do empreendedorismo social é válida para auxiliar na inclusão dos cidadãos no mercado de trabalho, assim mitigando a taxa de desemprego no país.
Portanto, o empreendedorismo social funciona como um agente essencial para o combate a pobreza do Brasil. Diante disso, é fundamental que o Estado invista em empreendedorismo social, por meio das verbas públicas que são advindas dos impostos de renda dos cidadãos, de modo que valorize o estudo científico das instituições de ensino superior, firme parcerias com as startups que estão no mercado e funcionam internacionalmente, com o intuito de atenuar a pobreza presente no Brasil. Além disso, o Estado deve intervir no desemprego crescente do país, selecionando novas empresas para firmar parcerias no Brasil, como as lojas de telemarketing. Dese modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.