O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 31/07/2020

O Empreendedorismo Social e o Combate à Pobreza no Brasil é consoante ao conceito de “UTOPIA” teorizado pelo filósofo Thomas More, que propõe em seu livro uma sociedade perfeita, onde o estado ideal caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. Antagônico ao que o filósofo prega, ao que diz respeito à população brasileira, pode-se citar as situações degradantes de pobreza em que se encontra. Os empreendedores sociais, por sua vez, possuem como objetivo conter o crescimento do mesmo, mas sofrem com regularizações que limitam certas ações. Por tanto é fundamental encontrar a raiz da problemática, a fim de mitigar essa distopia.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar a formação social excludente que ocorre no Brasil. A influência europeia foi um fator determinante na consolidação de uma sociedade polarizada, onde aqueles considerados pobres eram jogados às margens da cidade, de forma a evitar qualquer estranhamento no público. De acordo com dados de estudos realizados em 2018 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), cerca de 30 milhões de brasileiros se encontravam em situações de pobreza. Dessa forma, as pessoas se tornaram escravas de situações humilhantes, para que o país possa ser visto de forma positiva aos olhos de estrangeiros que, em tese, acreditam que o Brasil não sofre com problemas sociais.

Em segunda análise, com a necessidade de superar a desumanização de produção e o rendimento desmedido herdados da Revolução Industrial, o empreendedorismo esbarra com diversos empecilhos para uma possível mudança em viés em conjunto com valores sociais. Em face disso, Kofi A. Annan, ex-secretário da ONU, infere que “o microcrédito provou seu valor em muitos países como uma arma contra a pobreza e a fome”. Em contrapartida, embora o modelo no Brasil seja promissor, segundo o Portal da Indústria, esbarra em problemáticas como taxas de juros elevadas, prazos curtos, processos burocráticos, entre outros. Assim, inviabilizando o acesso dos mais vulneráveis.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para permitir o crescimento do empreendedorismo social no Brasil. Para isso, cabe ao Estado conceder benefícios tarifários aos bancos que apoiarem as empresas com objetivo social por meio da redução dos juros e do aumento do prazo de pagamento. Desse modo, incentivar e tornar atrativo para a geração de empregos e arrecadação ao estado, logo abreviar a pobreza no Brasil. Ademais, adotar novas medidas ao microcrédito, seguindo modelos de países onde o projeto apresentou maior êxito, incentivando assim empresas privadas a investirem mais em atos filantrópicos. Dessa forma, será possível amenizar, a médio e longo prazo, o impacto social, assim como a coletividade alcançará a Utopia de Thomas More.