O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/07/2020
A ideia que o lucro é propulsor do empreendedorismo é amplamente disseminada. Desde o início, o sistema capitalista, consolidado através das revoluções industriais, visa, sobretudo, o lucro. Porém, apesar da ideologia do capital se manter igual, um desejo de reverter parte do rendimento ao âmbito de desenvolvimento social, surgiu. Desse modo, é perceptível que ações voltadas as áreas carentes da sociedade, como a pobreza, realizada pela iniciativa privada, é uma evolução importante. No Brasil, devido as falhas do Estado no atendimento à pessoas necessitadas, as ações são ainda mais importantes. No entanto, esses tipos de projetos sofrem com a falta de incentivo.
Nesse contexto, o empreendedorismo social tomou forma, o mesmo que tem o objetivo principal de promover mudanças a sociedade local e global, com foco nos problemas sociais. Grandes empresas ou até pequenos negócios já apresentam projetos voltados a sociedade. A empresa Rede Globo, anualmente promove o “Criança Esperança”, evento que objetiva arrecadação de fundos, repassados posteriormente para instituições carecidas. Ademais, pequenas empresas como a Dobra, empresa que vende carteiras feitas de um material parecido com papel e tem como proposta o empreendedorismo social, traz projetos, como reverter parte de seu lucro para famílias pobres, ou até mesmo a construção de uma praça para a sua cidade, Montenegro.
Todavia, o capitalismo selvagem, que visa somente lucrar, combinado com a falta de linha de crédito e a falta de incentivo por parte do Estado, impedem o crescimento dessa linha de ações. De acordo com o Banco Mundial, cerca de 21% dos brasileiros sofrem com a extrema pobreza. Tendo em vista que as ações do Estado são insuficientes, o auxílio de iniciativas privadas, pode gerar melhorias na qualidade de vida daqueles presentes na estatística. E consequentemente, reverter o quadro da pobreza que cresce pelo quarto ano seguido no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Brasileiro.
Em suma, o empreendedorismo social agrega somente melhorias a todas as esferas, políticas e sociais. Para uma maior disseminação dessa ideologia, é necessário que o Ministério da Fazenda autorize e facilite a linha de crédito e diminua os impostos para aquelas empresas que apresentam projetos sociais e contribuem com melhorias na condição de vida de brasileiros. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento Social, deve, por meio da elaboração de um plano de estímulo a ações sociais, convocar empresas a selecionarem e desenvolverem projetos que visam combater a pobreza. Não só investimentos na área, mas também, oportunidades de empregos a pessoas carentes, ajudará a reverter a situação de muitos famílias.