O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 31/07/2020

O poema do escritor brasileiro Manuel Bandeira “O bicho” retrata a situação de animalização das ações humanas diante da fome em um contexto de desigualdade social. Nessa perspectiva, a animalização que o autor aborda ilustra a pobreza que o Brasil hodiernamente enfrenta e que afeta grande parte da população, pois é intensificada pela negligência do Estado na ausência de investimentos em empreendedorismo social e o desemprego são fatores que intensificam a pobreza no Brasil.

Em primeiro plano, o empreendedorismo social faz-se necessário para promover cidadania, educação, inclusão e a redução das desigualdades sociais, porque, o Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possui uma realidade de 15,2 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da extrema pobreza no país. Com isso, o Estado deveria investir mensalmente em projetos de empreendedorismo social, visto que além de contribuir para a manutenção dos avanços sociais ainda proporcionam um aumento na economia, contudo, o Estado negligência a aplicação de verbas para pesquisa nacional sendo um paradoxo frente a afirmação do autor brasileiro Gilberto Freyre “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades”, uma vez que a realização dos projetos nacionais e suas aplicações podem trazer soluções inovadoras para resolver os problemas sociais do país.

Ademais, o desemprego corrobora para a intensificação da pobreza no país. Isso pode ser verificado pelo levantamento de dados realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 13 milhões de brasileiros. Desse modo, o falta de emprego é diretamente proporcional a pobreza, pois sem renda, em um país que ocupa o décimo lugar no ranking mundial de desigualdade segundo o Instituto de Desenvolvimento Humano, fica difícil de viver por isso a prática do empreendedorismo social é válida para auxiliar na inclusão dos cidadãos no mercado de trabalho, assim fornecendo auxilio para o sustento além de mitigar a taxa de desemprego no país.

Portanto, o empreendedorismo social funciona como um agente essencial para o combate a pobreza do Brasil. Com isso, é fundamental que o Estado invista em empreendedorismo social, por meio das verbas públicas que são advindas dos impostos de renda dos cidadãos, de modo que valorize o estudo científico das instituições de ensino superior, firme parcerias com as startups que estão no mercado e funcionam internacionalmente, com o intuito de atenuar a pobreza presente no Brasil. a aumentar a qualificação profissional dos civis e a inserção no mercado de trabalho.