O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/07/2020
O empreendedorismo social pode ser considerado um tema que segue em construção. Porém, sua importância é nítida no cenário mundial e brasileiro. É algo que, ao mesmo tempo que gera riqueza, por outro lado é capaz de gerar pobreza. São poucas as produções de tal em nosso país quando comparado com os EUA, que possui uma tradição nesse campo, principalmente em áreas de ensino e ONG’s.
A grande maioria dos pequenos empreendedores possui pouco ou quase nenhum capital para investir em seu empreendimento. Muitos não tem noção da concorrência ou de marketing. Na pesquisa realizada pela Associação dos Micro Empreendedores Brasileiros em 2019, demonstra que mais de 60% daqueles que querem montar um negócio próprio não possuem capital para isso, e, quando vão buscar investimento ou linha de crédito em bancos, há uma infinidade de documentação e avalistas tornando praticamente impossível o empréstimo, acarretando em frustrações e ansiedade.
Aqueles que conseguem adquirir o empréstimo para seus negócios, deparam-se com as taxas de juros que são cobradas pelos financiadores, essas com valor exacerbado, juntamente com os tributos, os quais tomam parte considerável do retorno ainda incipiente do investimento efetuado. Dessa forma, há mais dificuldades para o pequeno e microempreendedor se manterem na concorrência. O Diário do Comércio de maio de 2020 esclarece que a carga tributária brasileira está entre as mais altas do mundo, podendo chegar, no setor de comércio a 37,52% e no setor de serviço até 35,90%, inviabilizando e enfraquecendo o potencial de concorrência daqueles que estão começando a fornecer seus produtos no mercado.
Portanto, para que o Brasil cresça economicamente de forma a reduzir as taxas de pobreza como já vem sendo feito na Índia nos últimos 30 anos é necessário criar ações para viabilizar e fortalecer empreendedorismo social. Torna-se imprescindível a ação do Governo Federal, órgão responsável pelos interesses da população, criar programas de incentivo de crédito com taxas de juros menores que as aplicadas pelo mercado para os pequenos e microempresários, bem como ministrar por especialistas cursos de capacitação ao novos empreendedores por meio do aumento de verbas disponibilizadas para o Ministério da Economia exclusivamente para esse setor, a fim de dar aos pequenos e microempresários condições de se fortalecerem e se tornarem competitivos no mercado.