O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 31/07/2020

Ao afirmar em sua célebre canção, “O tempo não para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a pobreza no Brasil não é um problema atual. Desde a vinda da corte para o Brasil e do enriquecimento do capitalismo, a marginalização da população de baixa renda e o aumento da pobreza são nítidos, e têm como forma de saída o empreendedorismo social. Do mesmo modo na contemporaneidade, as dificuldades ainda persistem, e não há dúvidas de que o empreendedorismo social é uma forte forma de combate à pobreza no Brasil.

Inquestionavelmente, é evidente o aumento da pobreza brasileira decorrente da severa divisão social agravada fortemente pelo capitalismo exacerbado na sociedade contemporânea, em que o lucro é altamente procurado pelas pessoas e empresas que não enxergam o catastrófico problema que causam na população de renda baixa com o capitalismo. Uma forma benéfica para se estabelecer o combate à pobreza é o empreendedorismo social, em que em vez de ser motivado pelo lucro, como o empreendedorismo comum, o social tem sua motivação voltada ao altruísmo, e tem como alvo a população negligenciada, e desfavorecida a respeito dos meios financeiros. Assim nota-se uma ótima maneira de se combater a pobreza no Brasil agravada pela maximização do capitalismo.

Tristemente, essa forma de se empreender é pouco conhecida por grande parte do povo, que é influenciado e cegado pelo capitalismo presente diariamente em suas vidas, e tem por fim severas consequências, sendo a pobreza a mais caótica e drástica delas, não só para a população mais carente, mas sim para o Brasil todo. Grande parte das pessoas buscam o puro e próprio lucro, seu crescimento individual, oque na maioria das vezes não contribui para um bom ajuste da sociedade em que vivem. Tal fato é bem explícito na frase do escritor americano Edward Abbey, “crescimento pelo bem do crescimento é a filosofia de uma célula cancerígena”.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério da Justiça – que deve defender os direitos civis – proteger fortemente o empreendedorismo social, por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados que vise o avanço desse meio de empreender, para que com essa medida a pobreza no Brasil seja de vez combatida.