O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 10/08/2020
De acordo com as Organizações das Nações Unidas (ONU), a erradicação da pobreza é um dos principais objetivos do século XXI. Uma das práticas para atingir essa meta é o empreendedorismo social, que tem influenciado significativamente na diminuição do número de pobres no Brasil. Essas empresas comunitárias geram rendas razoáveis para famílias em condições financeiras precárias, entretanto, é necessário uma gestão competente para que o negócio dê certo.
Primeiramente, é preciso destacar que o empreendedorismo social tem criado diversos postos de trabalho com a intenção de oferecer renda digna aos trabalhadores, em prejuízo ao lucro. Segundo a ASTA, uma empresa social brasileira formada por artesãs, todo rendimento gerado nas vendas é reinvestido no próprio empreendimento, o que impactou positivamente na vida financeira de 4124 mulheres artesãs em 2019. Logo, as empresas sociais, que abrem mão de todo lucro ou parte dele, são importantíssimas no combate à pobreza.
Além disso, para que o empreendimento dê certo e mais pessoas sejam beneficiadas, é importante um gerenciamento de qualidade. As empresas sociais, apesar de não visarem exclusivamente o lucro, estão sujeitas à concorrência do mercado capitalista, o qual, segundo o economista Adam Smith, é regido pela “lei da oferta e da procura”. Assim, é possível entender que a luta contra a pobreza, a partir do empreendedorismo social, exige gestores qualificados, habilidosos em manter o empreendimento ativo no mercado.
Nesse sentido, o empreendedorismo social bem gerido é uma ferramenta viável no combate à pobreza. Sendo assim, para que esse negócio continue prosperando, é necessário que o Estado isente esse tipo empresa de cargas tributárias, aumentando dessa maneira o rendimento líquido do empreendimento. Deste modo, essas empresas sociais poderão gerar mais empregos para um maior número de pessoas, diminuindo a quantidade de brasileiros que vivem em situação de pobreza.