O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 08/09/2020
O programa semanal “Pequenas empresas, grandes negócios”, ao compartilhar histórias de microempreendedores de sucesso, revela que, a partir de ideias relativamente simples e oportunidades de empréstimos, eles conseguiram superar dificuldades socioeconômicas e contribuir com a sociedade. Nesse contexto, o empreendedorismo social torna-se agente de combate à pobreza no Brasil, uma vez que contribui para a melhoria da cadeia comercial e para o avanço social.
Nessa perspectiva, o papel histórico do Barão de Mauá, principal empreendedor brasileiro no século XIX, é considerado essencial para o processo de industrialização no país. Após entrar em contato com práticas capitalistas na Inglaterra, ele adquiriu empréstimos e voltou ao Brasil, onde aplicou o capital na construção de estradas e construtoras, tidas como primordiais para impulsionar a economia. Dessa maneira, o empreendedorismo social contribui para a melhoria da cadeia comercial que, por sua vez, cria novos empregos e ocasiona a derradeira superação da pobreza, porém, crises financeiras levaram à burocratização da prática e à sua dificuldade.
Ademais, até mesmo a criação da plataforma de pesquisa mundial Google, hoje figurando entre as empresas mais caras do mundo, se deu a partir de um projeto universitário que captou investimentos para sua concretização. Nesse sentido, a ideia dos estudantes facilitou o acesso às mais variadas informações, que auxiliam desde pesquisas escolares à busca de empregos, fornecendo diversos resultados em poucos segundos. Dessa forma, a aplicação financeira em ideias benéficas à sociedade fomenta seu avanço e quebra o ciclo da pobreza, no entanto, esse costume continua insuficiente no meio estudantil brasileiro, que ainda carece de recursos para executar suas propostas.
Portanto, o empreendedorismo social é essencial para promover avanços socioeconômicos. Assim, cabe ao Sebrae, junto aos bancos, a idealização de concursos cujos inscritos sejam projetos voltados à melhoria social de sua comunidade, por meio de suas unidades dispersas no território nacional, a fim de conceder linhas de crédito de forma ordenada e evitar descompassos econômicos que inviabilizem a concessão de empréstimos. Além disso, cabe ao Ministério da Educação aumentar os investimentos em projetos acadêmicos, com o finco de potencializar o progresso social e construir mais histórias de sucesso, como visto no programa “Pequenas empresas, grandes negócios”.