O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Em um episódio da série americana Friends, clássico da década de 1990, as personagens Monica e Phoebe decidem abrir um novo empreendimento, mas enfrentam muitas dificuldades para concretizar o grande sonho. Fora da ficção, a realidade não é diferente, uma vez que o empreendedorismo social no Brasil ainda encara diversos impeditivos. Com efeito, a fim de reverter esse cenário desestimulante para a economia do país, há de se reduzir a grande burocracia para a abertura de empresas e a ausência de uma cultura de incentivo ao empreendedor.
Em primeira análise, o processo burocrático impede a popularização desse ato. Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 170, é assegurado a todos os indivíduos o livre exercício de qualquer atividade econômica. No entanto, a demora para a abertura de novas empresas, ou até mesmo a resolução de problemas documentais, inviabiliza que o principio constitucional seja experimentado na prática e, consequentemente, dificulta que mais mentes criativas possam abrir seus próprios negócios. Exemplo disso é o dado do Banco Mundial, no qual um novo negócio está apto operar no Brasil apenas em 107 dias. De fato, enquanto essa demora for a realidade, não é razoável um desestímulo na abertura de novas empresas no Brasil.
Em segunda análise, o pouco incentivo para a abertura de novas empresas é outro fator agravante. A esse respeito, John Locke, em sua teoria da Tábula Rasa, diz que o homem nasce como uma folha em branco, e o seu conhecimento só é construído pela experiência e reflexão. Entretanto, a ausência de uma atmosfera de incentivo ao empreendedorismo, bem como com o oferecimento de educação financeira nas escolas, impossibilita que essa “folha” seja preenchida e, por conseguinte, não há a formação de uma geração criativa e capaz de autogerir seu próprio negócio. Dessa forma, a economia é prejudicada e o Brasil fica mais distante de alcançar o posto de nação desenvolvida.
Fica claro, portanto, que reverter esse cenário de desemparo é essencial para estimular o empreendedorismo no Brasil. Para tanto, é papel do Ministério da Economia oferecer plantões para abertura de microempresas, por meio de parceria com shoppings, com o fito de facilitar o atendimento e agilizar o processo. Por fim, cabe ao Ministério da Educação, maior instância dos aspectos educacionais do país, adicionar na base comum curricular a educação financeira – a partir do 6 ano - mediante oferecimento de aulas extras durante o fim de semana, a fim de garantir a formação integral do indivíduo ainda jovem e incentivar um espirito empreendedor, assim como os fictícios personagens de Friends.