O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 01/09/2020
A Revolução Industrial do século XVIII foi caracterizada pela diferença de classes e negligência de grupos, uma vez privados de participar em sociedade e fadados ao isolamento social. Dessa forma, a situação de grupos minoritários durante a revolução remete a importância do empreendedorismo social, visto que essa ação possui o objetivo da ascensão de classes menores, com garantia de qualidades e retomada da visibilidade em sociedade.
Primeiramente, o empreendedorismo social visa beneficiar a parcela da população prejudicada. Desse modo, pode existir uma comparação entre a teoria de Rosseau sobre o homem ser corrompido pela sociedade e as condições de classes menos favorecidas: o comportamento pré estabelecido pelo meio priva grupos menos favorecidos de condições viáveis, o que gera a invisibilidade social dos mesmos. Logo, a ação social traz de volta as condições necessárias desses grupos, e traz como consequência sua ascensão.
Em segunda instância, o empreendedorismo social garante a participação dos grupos em sociedade, uma vez que, ao garantir direitos, retoma a participação desses grupos, não mais invisíveis socialmente. Em síntese, compara- se essa situação de invisibilidade à literatura do autor modernista Jorge Amado que escreveu sobre a parte esquecida da sociedade: tanto a ação quando a escrita do autor garantiram a importância de grupos que viviam às margens da população, sem condições necessárias.
Em suma, é notável que o incentivo a práticas sociais resulta na integração e melhora da vida em sociedade. Nesse contexto, o Estado deve promover debates e palestras que veiculem nas mídias, para garantir mais acesso, sobre a importância do empreendedorismo social, visto a necessidade ao combate da negligência de grupos menos favorecidos. Dessa forma, os danos decorrentes da Revolução Industrial cessarão: quando as condições necessárias forem disponibilizadas a todos, não sendo mais um privilégio, mas um direito.