O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 08/09/2020

A Constituição Federal brasileira desde 1988 assegura direitos básicos a toda à população. Diante disso, o Estado é responsável por serviços que dêem acesso à alimentação e à saúde a todos, por exemplo. Entretanto, muitas vezes, isso é negligenciado, principalmente, para população mais pobre, que muitas vezes parece desamparada. Dessa maneira, com a realidade da pobreza no Brasil, as empresas privadas tomaram para si o trabalho de oferecer parte desses serviços à sociedade. Sendo assim, esses fatos demonstram a relevância desse tema, e a essa situação cabe uma análise.

Antes de tudo, é importante destacar a estrutura socioeconômica do Brasil. Não é de hoje, que a pirâmide social brasileira — representação gráfica utilizada pela sociologia para representar as classes sociais, por meio da estratificação — apresenta as classes mais pobres com largas faixas. E, infelizmente, a tendência é de um aumento ainda maior, dadas as crises econômicas no país, como a de 2014. Em associação a isso, é inevitável a crescente demanda que essa parte da população exige.       Consequentemente, empresas privadas buscam realizar trabalhos que melhorem a qualidade de vida dessa população. Dado isso, é comum existirem projetos, como o vinculado à rede de “fast food” “McDonald’s”. A chamada “Fundação Ronald McDonalds” oferece tratamento para crianças vítimas de câncer. Esse é só um exemplo de outros tantos que beneficiam as classes menos favorecidas monetariamente no Brasil que deveriam ter o suporte do Governo, e muitas vezes são desprezados por ele.

Portanto, é evidente a grande população pobre existente no Brasil e a necessidade de suporte que esses indivíduos exigem. Desse modo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao poder legislativo elaborar projetos que incentivem empresas privadas a formular ações de empreendedorismo social e apoio a população mais pobre. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei, e nele deve constar um programa de incentivo para que empresas do setor privado realizem planos de assistência social e oferta de saúde, alimentação e outros benefícios. Uma alternativa seria oferecer em troca, deduções fiscais, por exemplo. Assim, esse poderá ser um caminho para amenizar os efeitos da pobreza no Brasil.