O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 20/09/2020

Segundo o sociólogo Karl Marx, o labor é objeto de progressão e ascensão social, e que deve ser usado como objeto de combate as desigualdades e injustiças sociais. Nessa perspectiva, o avânço dos modais da indústria com a globalização do século XX fizeram com que o empreendorismo ultrapassasse a esfera do capital atingindo a questão social dos paises envolvidos nessa nova industrialização, conhecida como neoliberal. Isto é, deu-se progressão a concentração de renda, e portanto, o aumento das desigualdades sociais no mundo. Com isso, através de reuniões como a Rio+20 deu-se o questionamento acerca de uma possivel aliança do setor privado ao combate a pobreza por meio de filantropias ou financiamento de setores federais, como a educação, no Brasil.

Nesse sentido, é fato que enpreendorismo tem como ‘‘Cláusula Pétrea’’ o pioneirismo comercial e a lucratividade. Diante disso, segundo o instituto Ipsos cerca de 63 por cento dos consumidores preferem comprar de empresas que realizam trabalho sociais ou financiam. Ou seja, se torna uma atuação de lucro ao empreendedor realizar trabalhos sociais de combate a pobreza e sinonimos, e segundo a teoria de ‘‘Praxis Autentica’’ do sociólogo Paulo Freire, é necessário ‘‘pensar fora da caixa’’ para se obter melhores e diferentes resultados.

Além disso, na atualidade segundo o filósofo Luiz Felipe Pondé existe uma emergente geração social de individuos que práticam o empreendedorismo e se preocupam com as causas sociais, portanto é necessário que o setor privado assimile isso. Diante disso, o empreendorismo tem muito a oferecer quando se fala de desigualdades sociais e pobreza como a realização da chamada ‘‘Feira Negra’’ idealizada pela gestora Adriana Barbosa, e que tem como objetivo inserir negros e pobres comerciantes no mercado de consumo, isto é, democratizar e atenuar a desigualdade social nesse trato. Dessa forma, segundo o sociólogo Thomas Morus a sociedade deve buscar o ideal, como o equilibrio entre os avanços do capital e a pobreza na conjuntura, em sua obra Utopia.

Diante dessas considerações, torna-se evidente que a atuação do setor privado tem sido objeto de mudanças tanto no trato comercial quanto no trato social, desde a maneira de como o individuo observa o mercado consumidor até a maneira de como o empreendedor olha a sociedade que permeia seus produtos de comercio. Portanto, a fim de potencializar as ações do setor privado no combate a probreza no Brasil, o Governo Federal deve por meio do Ministerio da Economia fornecer subsidios fiscais a empresas que financiem ou realizem trabalhos sociais no tocante a inclusão social tanto por meio de instutuições educativas quanto por meio de filantropias ou oportunidades de emprego aos necessitados , a fim de atenuar a pobreza e a desigualdade social no Brasil.