O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 20/09/2020

Com o advento do capitalismo e da globalização, grandes empresas objetivaram principalmente o lucro. É por isso que uma pequena parte da população detém bilhões de dólares, enquanto a outra grande parte sobrevive com cerca de um dólar por dia, de acordo com dados da OMS. Diante disso, alguns empresários adotou o empreendedorismo social – vertente do empreendedorismo, cujo um dos objetivos é o bem estar social e não apenas o lucro – na tentativa de combater a pobreza. Porém, essa causa enfrenta algumas barreiras para ser perpetuada, ora pelo individualismo, ora pela falta de incentivo do governo.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de empatia e o individualismo é um fator determinante para a persistência do problema. Diante disso, de acordo com a revista Forbes, as pessoas mais ricas do mundo acumulam fortunas de bilhões de dólares, enquanto milhares de pessoas morrem de fome todos os anos, segundo a OMS. Sendo assim, se os grandes empresários tivessem posturas mais altruístas, a desigualdade mundial se reduziria assustadoramente.

Além disso, ressalta-se que a falta de incentivo do governo também se configura como um entrave no que tange à questão do empreendedorismo social. De acordo com o Sebrae, o Brasil é o terceiro país que mais empreende no mundo, sendo a maioria composta por pessoas das classes menos favorecidas, que empreendem por necessidade. Ademais, mesmo o Brasil ocupando essa posição, o IDH dele é muito baixo, segundo a ONU. Nesse contexto, cabe mais incentivos governamentais, tanto para os grandes empresários sociais, quanto para os menos favorecidos, para que o empreendedorismo social seja relevante em qualidade e não em quantidade.

Portanto, urge que o Governo Federal crie medias que ajudem os pequenos empresários e também façam com que as grandes empresas adotem a causa social. Isso pode ser feito dando prioridade em licitações para as empresas da causa social, dando linha de créditos com juros reduzidos e dando isenção de impostos para pequenos empreendedores no primeiro ano de negócios. A fim de fazer com que as pessoas se interessem mais em ajudar os menos favorecidos, mesmo que indiretamente, e que as pessoas de classe baixa possam ser mais incluídas socialmente no âmbito empresarial.