O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 06/10/2020

A Constituição Federal Brasileira assegura o direito ao empreendedorismo à todos os cidadãos. Tal fato, contudo, está longe de ser realidade devido à desigualdade social existente. Além disso, fatores históricos como a concentração de terras criou uma elite econômica que monopolizou o direito de empreender, o que impossibilitou o empreendedorismo social. Portanto, medidas governamentais devem ser tomadas para possibilitar uma maior inserção de pessoas no empresariado brasileiro.

A corrente de pensamento econômico keynesiana pressupõe que o Estado tem um papel intervencionista na economia. Sob esse viés, caberia ao governo garantir a livre iniciativa e a concorrência. Entretanto, com os grandes monopólios, é inviável que os pequenos empreendedores entrem no mundo dos negócios, o que perpetua o fato de que o poder econômico é hereditário e elitista.

Ademais, o Brasil foi, desde a invasão lusitana, explorado economicamente. Essa fato fez com que essa nação não desenvolvesse sua autonomia econômica. Tal fato é explícito no que diz respeito à dependência do mercado brasileiro de eletrônicos, por exemplo. Todavia, ainda é possível fazer com que tal país seja menos dependente e desenvolva suas empresas industriais e de serviços.

Isso posto, cabe ao governo Federal, juntamente com o Congresso Nacional, elaborar um incentivo fiscal para que pessoas comuns e sem capital tenham a oportunidade de colocar suas ideias no mercado. Esse incentivo pode ser feito por meio de renúncia tributária para empreendedores de baixa renda, o que poderia fazer com que empresas e empregos fossem criados em nível nacional. Com essa medida, o Brasil estará incentivando o Empreendedorismo Social e garantindo um direito constitucional dos cidadãos, o que vai, no longo prazo, melhorar a economia e a vida dos indivíduos que aqui residem.