O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 11/11/2020

A Constituição Federal de 1988 tem como objetivos a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais. Entretanto, tais delimitações ainda são negligenciadas pelo poder público, o que gera a inclusão do Brasil no mapa da fome, segundo o diretor da Organização de as Nações Unidas. Nesse viés, um grande aliado para atenuar essa realidade é o empreendedorismo social que oferece oportunidades para o público vigente emitir seu juízo de valor. NO entanto, essas inovações apresentam dificuldades para se estabelecerem, tais como as taxas de juros elevadas e a ausência de políticas educacionais.

Primeiramente, deve-se pontuar que as instituições bancárias dificultam a capitalização de novos negócios dos empresários com taxas de juros muito elevadas. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças as empresas pagaram, em 2013, juros médio de 43,74% ao ano, índice exorbitante. Nessa perspectiva, muitos desses gestores optam por revogar o projeto social, que seria de grande valia para a comunidade em prol de gerar qualidade de vida das pessoas que estão envolvidas por meio da resolução de um problema social existente, por não ser amparado pelos bancos. Desse modo a erradicação da miséria proposta pela Carta Magna estará cada vez mais distante da efetividade.

Outrossim, salienta-se que os jovens, em sua maioria, desconhecem o termo empreendedorismo social e como essa realização pode impactar o meio coletivo em que vive, isso porque há uma falha na grade curricular do ensino brasileiro que não traz para a sala de aula o debate acerca desses novos negócios coletivos que podem auxiliar no combate à pobreza. Nessa perspectiva o autor Paulo Freire defende, em Sua obra “A Educação do Oprimido”, que o ensino é libertador com o objetivo de despertar a consciência social do aluno. Desse modo, uma reforma na grade curricular se faz necessária para que os discentes terminem seus anos letivos almejando tanto a independência financeira, como também a busca de valor na forma de benefícios transformacionais em grande escala na sociedade brasileira.

Portanto, o Governo Federal deve realizar reuniões com representantes dos bancos brasileiros, como a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e o Bradesco, para solicitar a anulação da taxa de juros para os empresários. Tal ação deve ser intermediada pelo Ministério da Economia, já que é fundamental a agregação de vários setores para a concessão dos empréstimos, a fim de que possam ajudar a combater a pobreza nos meios públicos do país e, consequentemente, obterem seus lucros financeiros. Ademais, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pelas diretrizes educacionais do país - inserir na grade de ensino a matéria denominada “empreender para viver”, que serão ministradas  por intermédio de professores de sociologia e filosofia, para que assim os jovens e adolescentes ao terminar o ensino básico e médio tenham desenvolvido um pensamento mais crítico acerca do empreendedorismo social e de seus benefícios. Assim a constituição será devidamente posta em prática.