O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Na obra ‘‘Vidas Secas’’, do autor Graciliano Ramos, retrata a situação de miséria vivenciadas pelas personagens nordestinas da trama. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Graciliano pode ser relacionada a época atual do Brasil, devido a diferença social e a extrema pobreza enfrentada por grande parte da população. Sob esse viés, torna-se necessário ponderar acerca da ausência de investimentos do Estado ao empreendedorismo e a desigualdade social.
Diante desse cenário, é relevante avaliar a negligência governamental quando não possibilita alternativas para que a população possa empreender. Conforme, o pensamento do filósofo Thomas Hobbes, o Estado é como uma criatura forte e poderosa para a manutenção do convívio social. No entanto, quando falta políticas públicas que estimulam o empreendedorismo, consequentemente, será difícil combater à pobreza, em razão das ausências de apoio para com os empreendedores e iniciantes desse ramo. Assim, consta-se o descaso do governo a dedicar-se minimamente a atenuar as adversidades para quem deseja empreender.
Além disso, cabe abordar o empreendedorismo social como poder para reduzir a desigualdade no país. Isso porque a criação de pequenos negócios, principalmente nas áreas mais pobres do Brasil, as pessoas teriam alternativas para sobreviver. Esse contexto relaciona-se com o Ministério do Desenvolvimento Social, que é um órgão de criação e execução de medidas que possibilitam a ascensão social nas camadas mais pobres. Dessa maneira, é evidente que a vulnerabilidade social obstaculiza a construção de uma sociedade fundamentada em valores de igualdade, ferindo, assim, a essência dos direitos humanos.
Dessarte, fica clara a necessidade de combater à pobreza por intermédio do empreendedorismo social devido aos seus benefícios para a sociedade. Portanto, o Ministério da Economia, órgão responsável pela execução política econômica nacional, deve ampliar ações que auxilie os empreendedores, por meio de cursos gratuitos de capacitação, em parceria com as instituições de ensino, a fim de ajudar a população que queira empreender e também para aqueles que já são empreendedores e deseja aperfeiçoar. Dessa forma, será possível a construção de uma sociedade mais igualitária socialmente.