O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 04/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Entretanto, em pleno século XXI ,com a pandemia do novo coronavírus, o empreendedor brasileiro teve que se reinventar para cumprir com suas necessidades básicas, atributo árduo, pois, nunca se viu um aumento tão grande da pobreza no Brasil. Hodiernamente, o impacto do novo coronavírus na sociedade brasileira impossibilita que essa parcela da sociedade desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido no aumento exponencial da pobreza no atual cenário global diante do enfrentamento do novo coronavírus. Segundo o historiador Boris Fausto, no seu livro História do Brasil, em 1904 , com o aumento do número de infectados pelo vírus da varíola, a população pobre que não tinha o direito a educação garantida pelo Estado, não sabia reconhecer os benefícios da vacinação, com isso a sociedade brasileira entrou em colapso, principalmente, após a morte do então presidente Rodrigues Alves. Analogicamente, o Brasil passa novamente por essa crise, sendo necessário que o Estado muda seu modo de atuação perante esse caso de calamidade pública.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de investimento do empreendedorismo brasileiro como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações econômicas, políticas e sociais são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que houve uma diminuição no investimento ao empreendedorismo, já que por conta da pandemia do coronavírus uma das medidas tomadas pelos estados brasileiros foi a de fechamento do comércio, intensificando a crise econômica.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado, por meio do Ministério da Economia deve instituir um fundo de combate a pobreza e o investimento ao empreendedorismo, promovendo o aumento de políticas públicas com o auxílio de assistentes sociais e as secretariais de finanças municipais. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar a crise decorrente do novo coronavírus. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro".