O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 19/12/2020
No documentário “Absorvendo o Tabu”, um grupo de mulheres indianas, após receberem uma máquina para fabricar absorventes, iniciam seu negócio não só para criação de estabilidade financeira, como também para promover o acesso das mulheres indianas aos absorventes, produtos pouco difundidos na sociedade em questão. Análogo a isso, é notável que o emprendedorismo social é uma ferramenta indispensável no combate à pobreza, uma vez que ele torna mais acessíveis produtos básicos à população pobre, assim como é fundamental na geração de renda desses indivíduos.
Em primeiro lugar, é importante analisar a prática em questão como meio de facilitar o usufruto de produtos indispensáveis para as pessoas de baixa renda. Nesse contexto, cabe destacar que, de acordo com a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 12,5% das mulheres ao redor do mundo vivem em situação de pobreza. Desse modo, essas pessoas não conseguem custear produtos de higiene adequados para os períodos de menstruação. Assim, a atuação de negócios sociais como os promovidos pela ONG “The Pad Project”, são fundamentais no combate desse problema social. Essa organização é responsável por instalar máquinas de absorvente em diversas comunidades ao redor do mundo, promovendo a formação de pequenas fábricas chefiadas pelas mulheres desses locais, gerando independência econômica e acesso a produtos de higiene com alta qualidade.
Em segundo lugar, é preciso resaltar a fundamentabilidade dos nogócios sociais para o desenvolvimento financeiro da populção de baixa renda. Nesse viés, de acordo com a ex-presidente Dilma Rousseff, a agricultura familiar, é uma das principais responsáveis pela redução das desigualdades nacionalmente. Essa realidade foi evidente principalmente em 2014, ano em que os investimentos nesse tipo de produção resultaram na saída do Brasil do Mapa da Fome. Assim, empreendimentos como esse, que geram recursos financeiros para os produtores, e ainda, fornecem produtos fundamentais para a manutenção de uma vida digna e saudável pela população, são imprecindíveis para o desenvolvimento social e econômico nacional e, consequentemente, redução das dissiparidades econômicas.
Portanto, é notável a necessidade de investir-se nos setores de empreededorismo social no Brasil. Para isso, é preciso que o Governo Federal, por meio de uma parceria com o setor privado, financie o crescimento de empreendimentos sociais. Essa parceria deve ser feita com o voluntariado de impresas para doação de um valor anual para esses negócios e, em troca, receberão incentivos fiscais e redução de impostos. Desse modo, assim como no documentário, o Brasil poderá viver uma cultura de desenvolvimento econômico e, principalmente, social.