O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 14/12/2020
A industrialização e o incentivo ao empreendedorismo surgem, no Brasil, na Era Vargas, em 1930, e são aprimorados no Período J.K., na década de 50, com a abertura do Brasil ao comércio internacional, o que conferiu ao Brasil melhor disposição financeira e, consequentemente, melhor capacidade no combate à pobreza. No entanto, constata-se, ainda hoje, no Brasil, dificuldades na promoção dessas iniciativas privadas. Desse modo, uma análise acerca dos problemas públicos e privados que comprometem o empreendedorismo no combate à pobreza faz-se necessária.
Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de aspectos públicos que atrapalham a proliferação de empresas pelo Brasil. Nesse sentido, verifica-se a alta taxa de juros cobrados em cima de empréstimos bancários, o que pode ser relacionado à Crise de 2014, na medida em que o Brasil se tornou menos propício a investimentos estrangeiros. Além disso, percebe-se, também, o alto tempo de processamento de ações públicas ou burocracia, o que, por sua vez, influencia negativamente os empreendedores, devido ao alto índice de competitividade entre eles e os seus negócios, que não abrem espaço para a perda de tempo. Assim, infere-se que as empresas não recebem incentivos públicos suficientes, não conseguindo se desenvolver plenamente e, por consequência, não promovendo a melhoria socioeconômica da região onde se encontram.
Contudo, é, igualmente, imprescindível a marcação de características privadas que comprometem o empreendedorismo no combate à pobreza. Nessa perspectiva, verifica-se , atualmente, que o foco das empresas continua no dinheiro, pois a maioria não oferecem auxílios social e pagam muito pouco aos seus funcionários, como evidenciado no livro ‘’Give People Money’’, no qual fala do quão insignificante é, para as pessoas e as regiões, o salário de empresas de ‘’fast food’’, por exemplo. Ademais, observa-se, também, o alto índice de sonegação de impostos, que são utilizados pelos órgãos públicos locais para melhorar a qualidade de vida das pessoas, por parte de empresários brasileiros, conforme dados do Ministério da Economia.
Depreende-se, portanto, que medidas buscando a promoção do empreendedorismo no combate à pobreza são de extrema importância para a sociedade brasileira. Para tanto, no que diz respeito ao âmbito público, o Ministério da Economia, principal órgão gestor da economia, dos investimentos e da moeda brasileira, deve providenciar estímulos às empresas e aos pequenos negócios. Isso por meio da isenção de parcelas dos empréstimos bancários, mais tempo de prazo para pagar e melhor otimização do processo burocrático e com a finalidade de que essas empresas consigam prosperar financeiramente, juntamente ao status socioeconômico das pessoas ao seu redor.