O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 21/12/2020

O filme “O menino que descobriu o vento” retrata a história de um garoto africano que utilizou a ciência para melhorar o sistema de irrigação, e, assim, garantir a colheita de sua família que vivia em extrema pobreza. Nesse sentido, fora da ficção, a realidade é semelhante, pois muitos indívudos usam o empreendedorismo e a inovação como forma de emancipação social, o que, consequentemente, movimenta a economia do país. Em contrapartida, os principais fatores que impedem uma melhor atuação desses microempresários são: falta de apoio estatal e a desigualdade social.

Em primeiro plano, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, todo cidadão tem direito a um bem-estar social. Porém, fora das escrituras, isso não é respeitado, afinal, a pobreza afeta uma grande parcela de braileiros, entre eles, pais de família, mostrando ser um grave problema social. Nessa perspectiva, o ato de empreender torna-se uma opção para aqueles que não possuem nenhum tipo de renda, porém, a falta de apoio governamental impede a agilidade desse processo, haja vista o excesso de legislação vigente que ,na maioria das vezes, impede o acesso ao crédito e a alta carga tributária atual. Ademais, segundo dados do IBGE,a média de sobrevivência de uma micro ou pequena empresa no Brasil é de 5 anos, deixando clara as dificuldades em se manter um negócio no Brasil.

Em segundo plano, a Globalização é um fenômeno multilateral com dimensões econômicas e sociais, na qual visa a integração comercial de diversas nações. Todavia, esse evento mostra de maneira explícita a divergência entre a riqueza e a pobreza, fortificando ainda mais a desigualdade social. Fato este pode ser explicado pela desvalorização dos pequenos empresários, como os feirantes, que enfrentam dificuldades em competir o mercado com as multinacionais e não conseguem manter seu negócio, o que leva ao fechamento de sua empresa e desvaloriza o comércio local. Diante disso, sabendo da importância dos pequenos empresários no desenvolvimento social e econômico do país,medidas precisam ser tomadas, afinal, sem o empreendedorismo social, os postos de trabalho são desocupados e o ciclo de fome e miséria torna-se vicioso.

Destarte, cabe à alta cúpula governamental, em parceria com empresas privadas, desenvolver um projeto de incentivo a criação do próprio negócio pra pessoas em desvantagem social, por meio da oferta de benefícios e incentivos fiscais, a fim de corroborarem  a criação de novas empresas, visando a melhorar a qualidade de vida das classes desfavorecidas e, assim, aquecer a economia do país. Somado a isso, as escolas devem adotar um modelo de ensino politizador a fim de que,desde a mais tenra idade, as crianças tenham aulas de economia e empreendedorismo com o fito de tornarem-se futuros adultos com mentalidade empresarial, ajudando, assim, o desenvolvimento do país.