O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 04/01/2021

No cerne de sua formação, o Brasil é um país contrário ao empreendedorismo, já que sistema latifundiário formou oligarquias politicas e econômicas detentoras do empreendimento. Em consequência, o lado social era completamente ignorado, engrandecendo a pobreza. Infelizmente, no hodierno, esse sistema se mantém. Nesse sentido, dado poder do empreendedorismo social no combate a pobreza, urge, no Brasil, medidas que facilitem a atividade e desconstruam o modelo capitalista de outrora. Uma vez que, com os novos moldes, é possível conciliar os desenvolvimentos sociais e econômicos, tão carecidos pelos brasileiros.

Nesse sentido, o capitalismo, que marca as práticas econômicas brasileiras desde a origem, objetiva o acúmulo de capital. Como exposto, isso ignora o capital social, e cria, assim, uma máquina social disfuncional. A população, base do funcionamento, e que deve ter condições de mantê-lo pelo consumo, é fadada a um papel secundário. Assim, privada do acesso ao capital, e em consequência do poder compra, num modelo capitalista, de condições justas de vida. Para isso, o empreendedorismo social surge como resposta. As grandes empresas donas do capital devem zelar pelo seu consumidor, criando programas sociais de respeito e auxílio as comunidades, e, principalmente, de inserção dessa na produção. Descontruindo, assim, o sistema que alude a colônia.

Entretanto, mesmo válido o empreendedorismo social no ambiente brasileiro colocado anteriormente, o quadro não é ideal. A população, pela Constituição Federal de 1988, tida como a Constituição Cidadã, deve receber as condições justas de vida não como parte da sociedade capitalista, mas, sim, como direitos. Nesse sentido, ademais a importância do capital no empreendedorismo social, a população, também, deve ser empoderada de poder de mudança econômico-social. Ou seja, o povo deve incentivado e empossado de meios de participar da vida econômica, e ser, o próprio agente das mudanças sociais. Possibilitando, assim, um ciclo de desenvolvimento social e econômico, no qual empresas fundadas socialmente, auxiliarão, a formação de novas no mesmo modelo, como pontua o economista Vinicius Botelho, da Fundação Getúlio Vargas.

Destarte, é evidente que o empreendedorismo social deve ser estimulado, tanto na ação das empresas quanto dentro da população. Para tal, cabe ao Governo Federal, sob ação do Ministério do Desenvolvimento Social, criar um fundo de incentivo ao micro negócio. Focado em dar poder empreendedor a população, por meio de cursos de empreendedorismo e verbas. De modo que, no curso identifique e selecione os projetos ideias a receber incialmente as verbas. Dessa forma, poder-se-á quebrar a cultura histórica não empreendedora e avançar econômica e socialmente.