O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Em 1948, a Organização Mundial das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a todos o direito ao bem-estar social. Entretanto, a desigualdade enfrentada pelo país em conjunto com a falta de incentivos ao empreendedorismo social, corroboram para que o combate à pobreza no Brasil não seja uma realidade. Diante do exposto, refletir e analisar as causas da problemática se fazem necessária.

Em primeira análise, cabe salientar que o quadro de pobreza no país é apenas um reflexo da desigualdade social enfrentada, a qual é demonstrada pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil. Diante disso, é notório a percepção de que o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), tem um papel ilustrativo dentro do Poder Público, uma vez que não são vistas práticas efetivas que busquem reverter a desigualdade na nação. Nesse contexto, ações que quebrem o círculo vicioso da pobreza, oferecendo oportunidades de geração de renda, são de extrema importância.

Nesse viés, é preciso analisar o conceito de “Empreendedorismo Social”, que visa a construção de negócios cujo maior impacto são melhorias na sociedade. Nesse sentido, empresas existem, principalmente, para promover soluções que gerem mudanças na realidade das pessoas e das comunidades vulneráveis. Todavia, no Brasil, as altas taxas de juros em créditos bancários e os curtos prazos para pagamentos, inviabilizam que essas empresas invistam em projetos sociais. Dessa forma, a pobreza continua crescendo na pátria e poucos são os incentivos para mudar essa realidade.

Infere-se, portanto, que o empreendedorismo social no combate à pobreza é uma problemática a ser solucionada. Sendo assim, fica a cargo do Governo Federal – instância responsável pelas políticas públicas no Brasil – em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a ampliação de incentivos financeiros a empresas que tenham por objetivo a melhoria de comunidades carentes, por meio de baixas taxas de juros e maior prazo para pagamentos. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento social deve criar projetos efetivos que visem diminuir a disparidade social no país. Dessa maneira, o direito ao bem-estar social será plenamente exercido.