O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Desde os primórdios da História, com o surgimento da propriedade privada e com o progresso dos modos de produção, a desigualdade social marca presença, constituindo um efeito colateral inexorável. Contudo, diversos setores da coletividade desenvolvem iniciativas, com o intuito de minimizar os efeitos desse mal. Nesse contexto, o empreendedorismo social figura como uma ferramenta poderosa no combate à pobreza no Brasil, haja vista que une o estímulo à autossuficiência à promoção de melhorias infraestruturais, objetivando o aumento do bem-estar da comunidade. Em primeira análise, um dos fatores preponderantes na existência de desigualdade é a falta de oportunidades para o aperfeiçoamento pessoal. Nesse sentido, segundo o empresário Spencer W. Kimball, autossuficiência é a capacidade de suprir as próprias necessidades e utilizar os recursos sobejantes para auxiliar terceiros. Dessa forma, à medida que a iniciativa privada propõe ações capacitadoras para os indivíduos menos favorecidos, eles aprendem ofícios que os tornam independentes, sendo capazes de sustentar satisfatoriamente a si mesmos. Logo, são elevados à condição de cidadãos, pois saem da miséria e têm maior acesso a seus direitos, ajudando outros a agir semelhantemente. Além disso, o empreendedorismo social provoca mudanças positivas no meio de vida da comunidade, aprimorando infraestruturalmente bairros e cidades. Nesse panorama, de acordo com o escritor Paulo Freire: “Educação muda as pessoas e pessoas transformam o mundo”. Desse modo, à medida que as companias investem em atitudes voltadas à educação, os indivíduos são aperfeiçoados de dentro para fora, elevando suas expectativas, visão de mundo e ambições. Por conseguinte, a consequência natural é o desejo e a iniciativa de fazer com que o mundo externo reflita o progresso individual internamente  estabelecem esse tipo de programa, com o propósito de enfocar os investimentos na área de capacitação e profissionalização de pessoas. Ademais, cabe às prefeituras municipais criar, por intermédio das associações de moradores, calendários de ação social, na qual os habitantes utilizarão dos próprios recursos e conhecimentos para executar benfeitorias estruturais. Assim, o Brasil será um país mais engajado e evoluído.