O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 30/04/2021

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à cidadania. Entretanto, no Brasil, nota-se que a falta de incentivo ao empreendedorismo social  corrobora para que a sociedade seja praticamente estamental, o que impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e as desigualdades sociais.

Em primeira análise, deve-se pontuar a burocracia brasileira para o empreendedorismo social. Nesse viés, segundo o contratualista John Locke é dever do estado garantir o bem-estar da sociedade. Contudo, a realidade é justamente o oposto, haja vista que muitas micro e pequenas empresas têm dificuldades de colocar seus projetos sociais em prática, por falta de incentivo governamental, como financimento e regulamentação do negócio. Por conseguinte, idéias inovadoras que poderiam minimizar as desigualdades sociais não se concretizam. Diante do exposto, torna-se imprescindível flexibilizar a legislação brasileira para a progressão social.

Ademais, vale ressaltar a falta de ascensão social com a baixa do empreendedorismo. Nesse contexto, segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. De maneira análoga, na contemporaneidade as inovações tecnológicas são importantes ferramentas que contribuem para o avanço da sociedade. No entanto, muitos indivíduos em situação de vulnerabilidade só têm acesso por meio do empreendedorismo social que contribui para o desenvolvimento da sociedade e melhoria da qualidade de vida da população. Sendo assim, com o pouco avanço das empresas muitos indivíduos tendem a continuar na pobreza. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.

Em suma, são necessárias medidas para incentivar o empreendedorismo social no Brasil. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas governamentais, desburocratizar a legislação e financiar as empresas com idéias benéficas a sociedade, capacitando as pessoas das áreas almejadas pelos projetos e disponibilizar cartas de crédito com juros baixos com fácil acessibilidade, a fim de melhorar qualidade de vida da sociedade diminuindo as desigualdades sociais. Enfim, a partir dessas ações, será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.