O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 06/05/2021

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Tema: Mentalidade empreendedora: nova forma de subjetivação ou capitalização das relações humanas?

É fato que o trabalho sempre co-existiu aos humanos. Desde a pré-história o homo sapiens utiliza-se dele como forma de existência. Entretanto, na contemporaneidade, sobretudo após as Revoluções Industriais, o trabalho deixou de ser visto como mero respaldo que amparasse a existência e passou a ser um fator de degradação da dignidade humana, dadas as condições em que este é realizado. Dessa maneira, sobretudo com as facilidades trazidas pela era tecnológica e pela internet, e também pela necessidade de renda durante a pandemia da Covid-19, uma mentalidadede trabalho empreendedor, alimentada pela ideologia neoliberal, vem ganhando cada vez mais adeptos. Contudo, tal mentalidade tem corroborado uma capitalização e uma exploração das relações humanas.

Nessa perspectiva, é válido salientar que os ideais de empreendedorismo têm contribuído para uma desvalorização das relações humanas. Conquistada no governo de Getúlio Vargas, a Consolidação das Leis Trabalhistas garantem, desde 1943, o respeito ao trabalhador e aos seus direitos. Entretanto, a mentalidade empreendedora e, por vezes, ilusória, tem atingido cada vez mais trabalhadores que visam a uma remuneração maior, uma liberdade de horários e ao trabalho deslocalizável. Apesar dessas facilidades, a força de trabalho humana vem sendo cada vez mais desvalorizada e a percepção capitalista do trabalhador - que visa somente ao enriquecimento, superestimada

Ademais, cabe ressaltar que além de desvalorizadas, as relações trabalho-trabalhador ainda têm sido de exploração. A uberização e a precarização do trabalhoacarretadas por longas jornadas, pelo desemprego e pela ausência de vínculo empregatício, direitos, férias e remuneração garantida, fazem com que, atualmente, por conta das promessas inatingíveis do empreendedorismo, o trabalho seja um fator de degradação e exploração dos ditos empreendedores. Logo, uma relação do indivíduo consigo próprio, como um ‘capital humano’ além de problemática é ainda degradante.

Destarte, é de suma importância reconhecer que a mentalidade empreendedora corrobora a capitalização das relações humanas na medida em que as explora e as desvaloriza por conta da ausência de garantias trabalhistas ao empreendedor.

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