O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 12/05/2021
Sob a perspectiva do ideal capitalista, o desenvolvimento social de uma nação só seria alcançada por meio do desenvolvimento econômico. Todavia, principalmente em países subdesenvolvidos, como o Brasil, a concentração de renda e a desigualdade social acabam por impedir que ambos se desenvolvam concomitantemente, perpetuando, assim, um quadro de pobreza historicamente enraizado no país. Faz-se necessário analisar, portanto, quais os impactos que o empreendedorismo social tem no combate à pobreza no que diz respeito ao incentivo ao microempreendedor e à diminuição da disparidade social no cenário tupiniquim.
Nesse contexto, verifica-se que o apoio ao pequeno empresário é fator determinante para o incentivo ao empreendedorismo e combate à pobreza. Sob esse prisma, contata-se, no entanto, a dificuldade de indivíduos com baixo capital em montar o próprio negócio. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria dentre as principais causas estão os altos juros, o curto prazo de pagamento e a grande burocracia. Essa problemática apresenta-se como um empecilho, visto que diminui as chances de montar um negócio autônomo, este, importante para o estabelecimento de uma estabilidade financeira. Torna-se clara, pois, o imperioso papel do estado em facilitar o processo de empréstimos.
Outrossim, tais oportunidades promovem a isomomia social. De acordo com Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro, o Brasil tem uma perversidade intrínseca na sua herança, o que torna a classe dominante enferma de desigualdade e de descaso. À luz desse pensamento, infere-se que o empreendedorismo social é capaz de dar oportunidades mais igualitárias a todos os cidadãos e de forma a evitar beneficiar uns em detrimento de outros. Desse modo, é vital que seja incentivado.
Diante dos fatos apresentados, depreende-se, destarte, o imperioso papel do empreendedorismo social na supressão da pobreza pela ajuda ao pequeno empreendedor. Para tanto, cabe ao Superministerio da Economia, com o apoio dos bancos, facilitar o processo de financiamento para o microempreendedor, por intermédio da diminuição de juros e da burocracia e de maiores prazos para o pagamento da dívida, sob condição de que microempresário invista em projetos sociais. Tais ações visam incentivar o trabalho autônomo e o crescimento da economia brasileira, de maneira a aumentar a taxa da População Economicamente Ativa. Feito isso, poderá haver, no Brasil, um desenvolvimento econômico atrelado a avanços sociais.