O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 30/05/2021

Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, uma família é forçada a abandonar o nordeste brasileiro devido à pobreza e a miséria. Fora da ficção, uma condição de vida de muitas famílias brasileiras é semelhante. Dentre algumas razões, a falta de atenção do Governo em relação aos problemas sociais é a que mais se destaca, e por conta disso, o crescente de empreendedores com interesse em resolver esses problemas tem sido algo benéfico para os desfavorecidos economicamente.

Precipuamente, vale ressaltar que a negligência governamental permite a perpetuação da enorme desigualdade socioeconômica no Brasil, que, desde o início da colonização tem-se consolidado. De acordo com o pensador Juahrez Alves, “o maior problema da pobreza não é a falta de dinheiro, mas a falta de consciência política”. Nessa perspectiva, a falta de consciência das autoridades brasileiras em relação à criação de ações que visem o combate a desigualdade social, como por exemplo, a priorização da educação pública de qualidade e a oferta de vagas de emprego para aqueles que não encontrados oportunidades, culmina na perenização do quadro deletério. Desse modo, faz-se mister a reformulção de políticas públicas.

No artigo 6 ° da Constituição Federal, constata-se, fundamentalmente, que todos os cidadãos têm direito à assistência ao desamparo e, tendo faltado o Governo com esse compromisso, o empreendedorismo social tem sido uma grande ajuda aos desamparados. Segundo dados do relatório da Fundação Schawab, em 2020, projetos de iniciativas privadas impactaram positivamente 622 milhões de pessoas ao redor do mundo. Logo, é evidente a importância dessas iniciativas para o âmbito social, seja através de empréstimos ou de investimentos sociais, como por exemplo, o da empresa Ambev, que investiu lucros em projetos que fornecem água para regiões semiáridas.

Portanto, tendo em vista que a pobreza é um problema evidente no Brasil, medidas são necessárias para combatê-la. O Governo Federal deve ser responsável por melhorar a qualidade dos gastos públicos, investir na educação, promover ofertas de trabalho e melhorar a infraestrutura das periferiais. Cabe também, às iniciativas sociais, continuarem com propostas que auxiliem a população pobre. Só assim, a carência econômica de grande parte da população será, no mínimo, contida, e famílias como a do livro Vidas Secas, não precisarão fugir de suas cidades por conta da miséria.