O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 02/06/2021
“Os negócios sociais são uma evolução do capitalismo tradicional’’. Tal afirmação foi proferida pelo empreendedor Rogério Oliveira, que tem como tese que o crescimento da relação entre trabalho e sociedade não é apenas filantropia, e sim uma mudança da economia contemporânea. Sob essa ótica, o empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil são fatos que imprescindivelmente colidem entre sí, e se desenvolvem lado a lado no corpo social. Diante dessa perspectiva, é prudente evidenciar a dificuldade de empreender na atual conjuntura brasileira e seus impactos socioeconômicos à coletividade.
Em primeiro lugar, é Indubitável que o caminho do empreendedor em busca do sucesso apresenta distintos obstáculos. Para entender essa lógica, pode-se mencionar os dados coletados pelo site ‘‘portal da indústria’’, que mostram que 77% das empresas demonstram dificuldade com taxas de juros elevados, e 27% afirmam ter passado por um processo burocrático lento. Conquanto, evidencia-se o impasse no crescimento de novos negócios. Visto que com a exacerbada necessidade de investimento nos mesmos e o alto custo de tal, o alcance da renda necessária para o aprazível avanço de diversos projetos se torna algo improvável, ocasionando o fechamento de pequenas empresas, e consequentemente, o desemprego.
Outrossim, é válido frisar que o impacto do empreendedorismo no meio econômico e social é um fator precípuo para a ascenção da sociedade. Sendo assim, temos a ação do economista Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006, que popularizou o conceito do microcrédito, oferecendo assistência financeira para jovens empreendedores, através de pequenos empréstimos que não seriam obtidos de outra forma. Sob esse viés, a elevação da população empreendedora na comunidade, contribui tanto para uma maior participação em movimentos para a melhora do corpo social, quanto para o enriquecimento da economia, fortalecendo a conexão entre indivíduo e sociedade, e permitindo um aumento da estabilidade geral na unidade brasileira atual.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para ajudar o empreendedorismo social e combater à pobreza no Brasil. Portanto, cabe aos usuários da comunidade digital, divulgar pequenas empresas em ascenção, por meio da mídia social, a fim de que os novos negócios sejam exaltados, contribuíndo para o devido reconhecimendo dos empreendedores, e não apenas das marcas grandes no mercado. Ademais o Estado deve promover um plano de maior atenção aos processos burocráticos das empresas, através da criação de um aplicativo para o requerimento do certificado empresarial, com o intuito de facilitar tal procedimento, e somente assim, permitindo a evolução do capitalismo tradicional.