O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 02/06/2021
Em 2006, o economista Muhammad Yunus popularizou o conceito de microcrédito, onde uma organização oferece assistência financeira para pessoas marginalizadas, Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz por esse feito. Sob esse viés, notamos que o empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil são complementares, e não opostos. Diante dos fatos, destacam-se dois aspectos importantes: os objetivos na criação e no mantimento do empreendedorismo social e como a nação brasileira é afetada.
Em seu livro, Jim Collins diz que ao estruturar uma empresa devemos pensar primeiro em quem e depois o quê. Da mesma forma, os investimentos em empresas com fins sociais tornam-se muito menores com a falta de investimento inicial e o capital de giro, que funda e mantém a empresa funcionando até que ela se estabeleça. A maioria das empresas famosas no ramo industrial não estão dispostas a mudar o destino de seu lucro para fins sociais pois enxergam que os empreendedores sociais agem de maneira muito sonhadora e idealista, deixando a racionalidade de lado, o que acaba tornando o empreendedorismo social uma filantropia em que as empresas não se interessam.
O relatório GEM 2013 e o Doing Business 2014 trazem um panorama profundo sobre o mercado empreendedor, e um dos pontos do mercado brasileiro que sempre se destaca negativamente é a burocracia, que é muito mais complicada quando comparada com outras nações, para abrir uma empresa no Brasil são exigidas licenças, o pagamento de impostos e um alvará. O que torna muito mais difícil para empresas iniciantes se inserirem no mercado com apenas uma ideia que visa ajudar pessoas carentes e sem investidores. Com isso, a igualdade social brasileira torna-se cada vez mais distante, e a taxa de pobreza, fome e criminalidade aumentam gradativamente e o dinheiro que poderia ser encaminhado para empresas que visam ajudar os necessitados vai todo para a manutenção de sistemas penitenciários por falta de planejamento social .
Dado o exposto, é imprescindível a adoção de medidas que visem o crescimento do mercado empreendedor social, para o combate da crise econômica no país. É dever da organização governamental da economia, implantar divulgações em mídias sociais e televisivas, que demonstrem a importância das empresas deste tipo para o crescimento do país, para que mais pessoas conheçam e apoiem tal projeto, só assim a nação brasileira evoluirá para uma nação com igualdade social notável.