O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 31/10/2021
A obra “Os miseráveis”, de Victor Hugo, retrata a injustiça social da França do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, percebe-se um contexto semelhante ao da trama, marcado por grande miséria e discrepâncias quanto à qualidade de vida da população. Como tentativa de diminuir esse cenário de injustiça do país, existem os empreendedorismos sociais, entretanto, muitas empresas, influênciadas por ideias individualistas, não realizam esses projetos.
Primeiramente, vale destacar que o empreendedorismo social contribui para diminuir a desigualdade social no país. Nessa perspectiva, segundo dados divulgados pelo IBGE, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Sob essa ótica, esses empreendimentos atuam distribuindo produtos, como livros e roupas, e realizando serviços, como a distribuição de água potável e instalação de redes de esgoto em residências humildes, com o objetivo de oferecer qualidade de vida para pessoas que não tem boa condição financeira .Um exemplo disso foi a campanha realizada pelo banco Itaú, que disponibilizou para diversas famílias livros infantis para que crianças de classes baixas tivessem mais acesso á cultura.
Em segunda análise, é importante ressaltar que, grande parte das empresas não realizam empreendimentos socias, pois visam apenas obterem lucro próprio. Nessa conjuntura, na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia em relação á pessoas que enfrentam dificuldades, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre muitas empresas funciona como um forte empecilho para a realização dos projetos socias.
Portanto, para que o enredo do livro “Os miseráveis” não reflita a sociedade brasileira, é necessário que o Governo Federal, com o objetivo de estimular os empreendimentos sociais, realize campanhas de politização nas principais empresas do país. Isso deve ocorrer por meio de cientistas políticos ministrando palestras aos donos desses empreendimentos abordando as principais mazelas socias do país, como a fome, a falta de saneamento básico e a dificuldade do acesso a produtos de higiene pela população mais pobre, e apresentando as alternativas mais eficientes para ajudar essas pessoas, com a finalidade de sensibilizá-los quanto á essas questões, mostrando, como um pequeno empreendimento social,bem realizado, pode melhorar a vida de diversas pessoas.