O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 11/10/2021
Com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, proclamada pela ONU, todos os indivíduos têm garantia de moradia, educação e saneamento básico, entre outros direitos humanos básicos. No entanto, considerando a instabilidade vivida pelas cidades distantes do centro, fica claro que esse direito não é válido na prática.
Em primeira análise deve-se enfatizar como o empreendedorismo social pode não apenas gerar renda, mas também ser uma ferramenta transformacional. Nesse sentido, muitas empresas têm adotado essa nova forma de atuar porque gera lucros e também resolve vários problemas da região, como o desemprego. No entanto, a grande maioria dos pequenos empreendedores possui pouco ou quase nenhum capital para investimento em seu empreendimento. Muitos não tem noção de noção da concorrência ou de marketing. Prova disso, é que na pesquisa realizada pela Associação dos Micro Empreendedores Brasileiros em 2019 demonstra que mais de 60% daqueles que querem montar um negócio próprio não possuem capital para isso, e quando vão buscar investimento ou linha de crédito em bancos.
Ademais, para aqueles que conseguem o empréstimo necessário para montar o próprio negócio deparam-se com as altas taxas de juros que são cobradas pelos financiadores. Atrelado a isso, os tributos tomam parte considerável do retorno ainda insipiente do investimento efetuado. Dessa forma há mais dificuldades para o pequeno e microempreendedor se manterem na concorrência. O Diário do Comércio de maio de 2020 esclarece que a carga tributária brasileira está entre as mais altas do mundo e que para o setor de comércio ela chega a 37,52% e para o setor de serviço chega até 35,90% o que inviabiliza e enfraquece o potencial de concorrência daqueles que estão começando a fornecer seus produtos no mercado.
Portanto, para que o Brasil cresça economicamente de forma a reduzir as taxas de pobreza como já vem sendo feito na Índia nos últimos 30 anos é necessário criar ações para viabilizar e fortalecer empreendedorismo social. Cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelos interesses da população, criar programas de incentivo de crédito com taxas de juros menores que as aplicadas pelo mercado para os pequenos e microempresários, bem como, ministrar por especialistas, cursos de capacitação ao novos empreendedores, por meio do aumento de verbas disponibilizadas para o Ministério da Economia exclusivamente para esse setor a fim de dar aos pequenos e microempresários condições de se fortalecerem e se tornarem competitivos no mercado.