O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 05/11/2021
Atualmente, viver no Brasil é conviver com a realidade que 14% da população é desempregada e busca por condições mínimas de vida, assim, é comum perante a necessidade a ideia de empreender. No entanto, o Brasil, bem como os “coachings”, vendem uma errônea ideia de que o sucesso está somente ligado ao esforço que este indivíduo deposita em seu objetivo, não aos privilégios e oportunidades oferecidas a limitados grupos de pessoas. Pode-se dizer, enfim, que a ausência de espaço oferecido a novos empreendimentos nacionais e a supressão de oportunidades iguais à toda a população são os principais agravantes do quadro.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar como as relações sociais brasileiras não favorecem o surgimento de novos empreendimentos. Devido ao forte incentivo à vinda das multinacionais, possíveis negócios nacionais são engolidos, perdendo a sua atuação no mercado pela potência das grandes empresas estrangeiras. Não apenas, as companhias brasileiras que conseguem manter-se -apesar do peso das multinacionais- são privatizadas, como as do setor energético do Amapá, que foram privatizadas e passam agora por um extenso apagão em meio a pandemia. Dessa forma, não há espaço de atuação no mercado a fim de garantir o crescimento de empreendedores no Brasil.
Não apenas, em segundo lugar, é imprescindível destacar a falsa meritocracia vendida em conjunto ao empreendedorismo. De acordo com o pensamento de inúmeros “coachings”, um empreendedor deve ser criativo, deve ser um líder e, principalmente, correr atrás das oportunidades. Contudo, em contraste ao pensamento, a realidade brasileira não é a que se corre atrás das chances, as oportunidades no Brasil são determinadas desde a gênese do indivíduo, essas dependem da cor, da orientação sexual, do gênero, entre outros. A realidade brasileira seleciona quem será o empregado, o desempregado e o empregador, seleciona quem criará e quem obedecerá. De tal forma, as instituições de ensino seguem essa orientação, a qual em determinado grupo, crianças são ensinadas a aflorar a criatividades, em outros as crianças crescem e aprendem em condições precárias. Logo, as condições e oportunidades de empreender não são para todos, ressaltando as desigualdades brasileiras.
Portanto, infere-se que assegurar a oportunidade de empreender de maneira igualitária a toda a população brasileira é um verdadeiro desafio. Assim, para que nenhum constituinte seja injuriado, urge que o Governo Federal atue em prol da população por meio do incentivo –como os fiscais- às companhias nacionais e estatais, garantindo a participação prioritária dessas no mercado.