O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 09/11/2021

De acordo com a ética utilitarista do filósofo Stuart Mill , ações são boas quando promovem o máximo de felicidade.Dessa forma,o empreendedorismo pode se classificar como bom a medida esse pode combater a pobreza no Brasil.Entretanto, tal ação obtém como empecilho dois fatores: a falta de incentivo nos centros educacionais e o pensamento egoísta e alienado da população.

Em primeira análise, deve-se destacar como entrave ao empreendedorismo e seu consequente combate à pobreza a falta de um ensino que demonstre a relevância de tal assunto. De acordo com o pensador Paulo Freire, a educação brasileira é “bancária”, ou seja, somente deposita informações e não forma cidadãos conscientes sobre a realidade social. Assim sendo, os jovens se formam sem um tutelamento para raciocinar que o empreendimento pode promover ações sociais,como suporte aos moradores de rua ou disponibilização de água para regiões carentes, e que essas contribuirão para o bem-estar da sociedade, já que combatem a pobreza no Brasil e proporcionam a felicidade para todos,

Em segunda análise, deve-se pontuar como outra barreira ao empreendedorismo social e seu respectivo combate à pobreza,o pensamento egoísta e alienado da população. De acordo com a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, a minoria brasileira é esquecida pela população.Diante disso, ações de cunho social são menosprezadas, já que não há um pensamento solidário em relação aos necessitados. Não obstante, nota-se que a possibilidade de o lucro ser menor em relação a um empreendimento de cunho não social afasta o tematizado das ideias da sociedade, visto que o lucro move o capitalismo, sistema vigente na sociedade brasileira.Com isso em mente, percebe-se que o próprio pensamento da sociedade brasileira distancia as ideias do combate à pobreza por meio do empreendedorismo da realidade circundante.

Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para que mais ações como as pontuadas pelo Stuart Mill sejam realizadas. É preciso que o Ministério da Educação, com apoio do poder legislativo, garanta aulas de cidadania,as quais deverão abordar a necessidade de ações sociais e o meio de começar essas por meio do empreendedorismo.Essas aulas deverão estar no currículo escolar, por intermédio de um lei que as insira como obrigatórias nesse.Assim, os jovens serão lecionados desde o começo a promoverem essas atitudes. Além disso, é preciso que o governo federal promova a conscientização da população sobre a capacidade e meios de o empreendedorismo combater a pobreza social, por meio de palestras,as quais deverão também apresentar importantes empreendedores sociais e suas histórias.Assim, todos terão a capacidade de obter conhecimento sobre o assunto.