O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 10/11/2021

Sob a perspectiva do sociólogo Bentinho, o desenvolvimento humano só será efetivado quando a sociedade civil formar estes cinco pontos cruciais: solidariedade, participação, diversidade, igualdade e liberdade. A ideia do pensador todavia, perdura longínqua quando se observa o hodierno quadro nacional, uma vez que há pouca participação empreendedora no cenário brasileiro, já que há uma falha nas garantias de participação e solidariedade tão essenciais citadas pelo sociólogo. Nesse sentindo, a fim de mitigar o revés relacionado a essa temática é necessário expor a ineficiência estatal ao garantir os direitos do emprendedor brasileiro, tendo por consequência o elevado indíce de pobreza no país.

Em uma primeira análise, é necessário discorrer a cerca da indisplincência governamental ao conduzir questões relacionadas ao empreendor brasileiro. De acordo com o Programa das Nações Unidas (PNUD) em 2019, apenas os 10% mais ricos concentravam cerca de 40% da renda do Brasil. Esse alarmante expressivo é um resultado da burocracia e altas taxas de juros, uma vez que são exigidas pelo governo para a entrada de novos empreendedores no mercado nacional. Em decorrência disso, uma parcela considerável da população tem o acesso a esses recursos limitado. É ílogico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, o microeempreendedor seja colocado em segundo plano.

Em uma segunda análise, insta salientar o baixo indíce de sapiência dos indivíduos em geral à respeito do tema em questão. Segundo o educador Paulo Freire, a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Em consoante a realidade do filósofo, no cenário vigente pouco é ensinado no ambiente escolar sobre os benefícios sociais atribuídos ao empreendedorismo, em que os jovens raramente são estímulados a entender mais sobre a economia do seu país. É possível perceber, portanto, o quão improvidente é a ação do governo ao não incentivar os jovens estudantes a desenvolverem-se nessa área tão essencial para a economia do país.

Logo, é necessário que medidas sejam tomadas para reduzir os desafios enfrentados por empreendedores no país. Dessa forma, o Ministério da Economia deve, realizar uma campanha de incentivo a abertura de novas empresas nos grandes núcleos urbanos do país, por meio de ações em praças públicas com a finalidade de informar sobre a importância do empreendedorismo usando palestras e cartazes durante a ação, como também reduzindo a burocrácia e lentidão no atendimento a novos microempreendedores que já estão com empresas abertas, para que a população em geral tenha acesso a informações sobre o tema e tenham também seu acesso a temática facilitado. Desse modo, o país poderá começar a  reduzir os indíces de pobreza e elevar o protagonismo social do brasileiro no empreendedorismo.