O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 13/11/2021
No documentário “Um Novo Capitalismo” são retratadas empresas que procuram aliar o retorno financeiro ao impacto social. Na perspectiva brasileira, é fato que o empreendedorismo social pode ser uma ferramenta fundamental no combate à pobreza no país. Contudo, a busca desenfreada pelo lucro e a falta de uma educação financeira e administrativa se colocam como entraves ao estabelecimento desse tipo de cultura empreendedora.
Em primeiro lugar, cabe destacar que, apesar da importância de empresas de impacto social, elas encontram grandes dificuldades para se manter. Tal fato ocorre devido a uma lógica individualista de acumulação de capital que se estabeleceu no pós Segunda Guerra Mundial em países do bloco capitalista, nos quais o consumismo foi estabelecido como norma. Desse modo, investidores que procuram alterar a lógica de mercado com a finalidade de combater a pobreza, esbarram nessa cultura. Esse contexto está em consonância com o que afirmou o geógrafo brasileiro Milton Santos, o centro do mundo agora é o dinheiro, não mais o ser humano.
Além disso, é imprescindível ressaltar que a quebra desse paradigma deve perpassar diretamente pela questão educacional. Isto é, a faculdade, como uma das mais importantes instituições sociais tem o dever de reeducar a mentalidade da futura força de trabalho ativa para que esses se enxerguem como membros ativos de sua comunidade. Isso porque, assim como afirma o ex-presidente africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo.
Portanto, cabe ao Estado a tomada de medidas que possam alterar tal realidade. Assim, o Ministério da Educação deve incentivar a criação de empresas com finalidade social nos cursos de Economia e Administração, por meio da inclusão de disciplinas obrigatórias nas grades curriculares que mostrem a importância desse tipo de empreendimento na erradicação da pobreza.