O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 09/09/2022
O filme “Tempos Modernos”, do saudoso Charlie Chaplin, retrata e critica a ampla crise econômica que ocorreu após a Grande Guerra, que teve como consequência milhares de demissões e carência de alimentos. Em territórios nacionais, nossa atual realidade não se difere da passada. Sob esse viés, percebe-se que a desigualdade social e a pandemia da Covid-19 são motivadores desse problema.
Nesse sentido, uma análise da segregação social é essencial. Sob a ótica do antropólogo Darcy Ribeiro, “O Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Desde a antiguidade o país demonstra uma descarada diferença entre classes sociais, enquanto algumas pessoas esbanjam dinheiro que acabaria com a fome de determinados países, outras enfrentam extrema pobreza e são indigentes. Tendo em vista a problemática supracitada, medidas são necessárias para resolvê-la.
Ademais, é importante salientar os impactos negativos do surto de coronavírus na sociedade. De acordo com uma pesquisa feita pela CNN Brasil, “atualmente 33,1 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a fome”. A pandemia do SARS-CoV-2 trouxe com ela um alto índice de fome e desemprego, mas, simultaneamente, novas maneiras de convivência e um novo mundo nas plataformas digitais, que foram de extrema utilidade durante esses dois anos. Logo, faz-se imprescindível que o Brasil se reerga dessa crise causada pela Covid-19.
Portanto, para que o combate à pobreza no Brasil seja eficiente, é imprescindível que o Governo - órgão responsável por administrar o território nacional - destine verbas para abrigar e alimentar moradores de rua e famílias necessitadas, por meio da inclusão de seu objetivo na base de Diretrizes Orçamentárias. Espera-se, com isso, acabar com a discrepância entre classes e com a desnutrição das pessoas carentes do país.