O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 26/10/2025

Na série de livros escritos por Frank Herbert, “Duna”, o livro possui como figuras pivotais na política galática as bruxas “Bene Gesserit”, mulheres grandes poderosas, capazes de ler mentes e liderar planetas inteiros. Neste prisma, é evidente que as mulheres possuem grande capacidade para liderança, entretanto, o espaço das mulheres no cenário político ainda é restrito por duas razões: o patriarcalismo estrutural da sociedade brasileira e a cultura de fragilidade feminina implantada no ideário da sociedade, diminuindo o espaço das mulheres na política.

Primeiramente, a razão primária para existir uma restrição das mulheres no cenário político é o patriarcalismo estrutural da sociedade brasileira e internacional, que implantou a ideia de que mulheres não sabem sobre política. Tal patriarcalismo pode ser observado em obras estrangeiras, como a série inglesa “The Crown”, que conta a história da vida da Rainha Elizabeth II em seu reinado, enfrentando, a cada contato com políticos homens, uma forma de dificuldade para governar, por conta do pensamento inerente que uma mulher não poderia governar tão bem quanto um homem. Semelhantemente, isso também ocorre no Brasil, por exemplo, com comentários machistas em sessões de plenário ou falta de mulheres candidatas, restringindo sua presença na política nacional.

Em uma segunda análise, é essencial compreender que tal patriarcalismo é alinhado a uma cultura de fragilidade feminina, que impõe passivamente à mulher uma personalidade frágil. Assim, essa imposição “passiva” pode ser observada no jogo “Death Stranding 2 – Na Praia”, de Hideo Kojima, em que a personagem principal, chamada “Fragile” (Frágil em inglês) comanda uma rebelião contra criminosos no jogo, sendo uma figura de força, união e resistência. Sendo assim, o patriarcalismo se alimenta da imagem da mulher como frágil e usa como maneira de manter os homens em posições de alto poder político no Brasil.

Dessarte, é mister que o Governo Federal crie uma lei rígida, averiguada pela própria comunidade em eleições e sessões parlamentares, que dará às mulheres na política voz ativa e participação obrigatória. O efeito será de maior espaço para as mulheres no cenário político brasileiro e servirá de inspiração para mulheres que queiram ingressar e fazer a diferença na política brasileira.