O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 26/07/2023
Na cinematografia franco-britânica “As sufragistas”, retrata-se o início do movimento feminista pela busca dos direitos de igualdade e de exercício de voto feminino nas sociedades capitalistas do século XX. Concomitantemente, são nítidos os óbices quanto a presença da mulher no cenário político-social, visto que ainda na atual conjuntura é persistente o machismo e o patriarcalismo.
Diante desse cenário, é evidente a permanência do machismo estrutural nos contextos socio-políticos, visto que ainda em meios trabalhísticos se faz presente a desigualdade de gênero e a inviabilização da voz ativa de representação do trabalho político feminino, assim, estruturando uma social-democracia excludente. Segundo a Constituição federal, promulgada em 1988, garante a não distinção de qualquer natureza perante a lei, contudo, ainda na realidade brasileira, não há a plena efetivação da medida legislativa em amplos os campos sociais.
Ademais, é válido ressaltar quanto ao aspecto supracitado o patriarcalismo histórico, em que durante toda a historiografia das civilizações há a invisibilidade do papel feminino no desenvolvimento das nações contemporâneas, dessa forma, ocultando a participação histórica da mulher na política. Sob este viés, na historiografia brasileira em seu período varguista, há a conquista da participação do voto da mulher pelo Partido Republicano Feminino, com isso, mundando o contexto do sistema patriarcal e histórico democrático no Brasil.
Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que ainda na contemporaneidade há empecilhos quanto ao espaço feminino na política. Urge que o Congresso Nacional -órgão da cúpula do Poder Legislativo brasileiro- faça medidas legislativas quanto a propagações de desigualdades de gênero em âmbitos públicos trabalhísticos e projetos acadêmicos de jurisprudência de reparação e reconhecimento histórico feminino, por meio de mídias televisivas e meios tecnológicos de comunicação, para que os Estados Democráticos de Direito tenham a presença da igualitariedade de gênero nos campos políticos-sociais, pois, somente assim, a figura feminina será representada historicamente e politicamente nas conjunturas sociais hodiernas.