O espaço das mulheres no cenário político

Enviada em 04/07/2023

No famigerado filme da Disney “Mulan”, a protagonista luta contra uma ideologia machista que a impede de mostrar seu valor como importante participante da história de seu país. De forma pouco diferente, encontram-se as mulheres da população tupiniquim quando analisada sua baixíssima participação no cenário político nacional. Dessa maneira, torna-se escencial observar que a falta de espaço reservado às mulheres, nesse contexto, está intrissicamente relacionada com a recente inserção destas no mercado de trabalho e à inexperiência do povo brasileiro quanto à democracia.

Nessa linha de raciocínio, tendo em vista que foi durante a primeira guerra mundial, já no séc. vinte, que o trabalho feminino teve seu primeiro significativo aumento, essa participação ainda é encarada como imatura e “frágil”. Devido a ideia retrógrada de que a vida doméstica é a ideal para a mulher. Atrelado a isso, pensando especificamente no cenário político, conseguir um cargo como senadora, governadora, deputada ou qualquer outro requer ser escolhida pelo povo. Coisa que acontece pouco, considerando por exemplo, uma porcentagem de míseros 16% de prefeitas eleitas já em 2020, segundo a Agência Senado.

Paralelo a isso, historicamente o Brasil é uma democracia jovem. Sua república foi proclamada em 1889, mas situações no cenário nacional e mundial implicaram em maior atardamento da real possibilidade de votar e ser votado na nação. Além disso, a conquista de privilégios é algo que atinge diferentes camadas sociais em tempos também distintos. O próprio direito ao voto no Brasil começou exclusivo para homens brancos, ricos e maiores de 21 anos. Isso faz com que mulheres, que foram recém inseridas nesse meio, ainda sejam discriminadas e pouco escolhidas.

Dito isso, para reverter a situação, as grandes mídias organizarão publicidades com importantes nomes femininos, a fim de influenciar a as mulheres quanto a sua posição como trabalhadoras e cidadãs, procurando incentivar a participação feminina em cargos de prestígio e alta remuneração. Além disso, considerando que ser votado é um direito, é de responsabilidade do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania o enrigidecimento das leis referentes à participação feminina mínima em partidos eleitorais, dessa forma, dando mais visibilidade a elas.