O espaço das mulheres no cenário político
Enviada em 10/07/2023
Em diversas nações, como na Alemanha, há efetiva participação política feminina. Isso é evidenciado com, por exemplo, a presença da Primeira Ministra Margareth Tatcher, que exerce seu papel de forma tão eficaz quanto um um homem. No Brasil, entretanto, a mulher tem pouca participação na política e isso se deve ao silenciamento midiático e à inoperância governamental.
Em primeiro plano, é válido salientar que a igualdade prevista em lei, no Artigo 5º da Constituição Federal, não é de fato vista em prática. Isso porque, sem mecanismos que garantam a igualdade da participação do sexo feminino na política, não há a real validade do direito. Isso é evidenciado quando em torno de 12% das muheres é a porcentagem de prefeitas eleitas nas eleições municipal, segundo a notícia divulgada pelo Senado.
Ademais, as pessoas são pouco informadas do quão alarmante é a realidade para a representatividade feminina. Dessa forma, ter poucas mulheres no comando significa afetar diretamente a representação e o poder do voto feminino. Esse fato se deve, indubitavelmente, pelo preconceito e conscientização e o preconceito é filho da ignorância, segundo o escritor inglês William Hazlitt. É por isso, que a mídia tem papel fundamental de conscientizar, informar e quebrar paradigmas.
Portanto, infere-se que diante da inoperância governamental e silenciamento midiátio, mudanças precisam ser feitas, para que a participação política feminina seja efetiva. Assim, urge que o Governo Federal crie cotas, via dispositivo legal, para maior inserção e participação política feminina e maior representatividade. Além disso, faz-se necessário que o Estado, por aparato midiático, insira, em horário nobre, campanhas publicitárias que conscientizem, informem e alertem sobre a pouca representação da mulher na política, visando solucionar o problema em foco. Dessa forma, talvez, o problema da representatividade da mulher na política brasileira pode ser resolvida.